Ministro diz que vacina do zika pode estar disponível no próximo verão

04/11/2016 - 12:30 -
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Governo fará dia 25 uma Mobilização Nacional contra o mosquito Aedes aegypti

(O Globo, 03/11/2016 – Acesse no site de origem)

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta quinta-feira crer que o auge da epidemia do vírus zika já passou e que no próximo verão haverá menos casos. Segundo ele, é possível que haja vacina contra o zika já no início do ano que vem. No primeiro trimestre do ano, o país viveu um surto da doença causada pelo mosquito Aedes aegypti (que também causa dengue e chicungunya) e registrou um estouro nos casos de microcefalia, com mais de mil notificações confirmadas.

— Temos a possibilidade de para o próximo verão termos vacinas já em linhas de produção —disse.

Barros, que fez uma reunião com outros cinco ministérios, disse que 160 mil pessoas foram treinadas para atender casos de microcefalia e outros 500 mil agentes trabalharão para combater os focos do mosquito Aedes aegypti. A primeira-dama, Marcela Temer, poderá ser “madrinha” da campanha de combate ao mosquito que, além do zika, causa a dengue e o chicungunya.

— Nós poderemos tê-la como madrinha da campanha de mobilização do Aedes aegypti, mas isso será definido ainda pelo Palácio do Planalto — afirmou.

O ministro informou que o dia 25 será o dia da Mobilização Nacional contra o mosquito, mas antes, no dia 20, começará a ser veiculada campanha de prevenção, com orientações sobre como extinguir os criadouros do mosquito. A partir da última sexta-feira de novembro, toda sexta será dia de mobilização nacional em escolas. O ministro disse que neste ano foram investidos R$ 200 milhões em pesquisas para o desenvolvimento de vacinas e mais R$ 80 milhões na compra de larvicidas e equipamentos para a aplicação dos venenos.

As escolas serão visitadas mesmo durante as férias para a continuidade da eliminação dos criadouros. Sobre as ocupações das escolas, Barros disse que quem quiser ajudar na tarefa de acabar com o Aedes aegypti, farão “grande favor à sociedade”.

— A ocupação das escolas, desde que (os alunos) não impeçam a ação desses agentes… Ou se os que ocupam as escolas puderem fazer o trabalho de eliminar os focos, será um grande favor que prestam à sociedade — afirmou.