Em encontro mundial de mulheres, o Brasil defende diálogo estreito com a sociedade

15/03/2017 - 21:58 -
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Na manhã do segundo dia da Comissão Sobre a Situação da Mulher (CSW, sigla em inglês), da ONU, que ocorreu nesta quarta-feira (15), a secretária de Políticas para as Mulheres (SPM/MDH), Fátima Pelaes, participou do Dialogo Interativo de Ministros e Ministras com representantes da sociedade civil sobre o tema “Acelerando a implementação dos compromissos estabelecidos nas conclusões acordadas para a igualdade de gênero e empoderamento de todas as mulheres e meninas”.

(SPM/MDH, 15/03/2017 – acesse no site de origem)

Em sua fala, a secretária defendeu  o diálogo estreito entre os governos e a sociedade civil organizada, para o fortalecimento das políticas para as mulheres.

Leia também: Na Assembleia-Geral da CSW, Brasil defende trabalho decente para todas as mulheres

“As organizações da sociedade civil são fundamentais para cobrarem dos governos e das empresas, públicas e privadas, mais e melhores ações voltadas a promoção dos direitos das mulheres ao trabalho e no trabalho. Devem ser também parceiras no monitoramento da implementação desses compromissos”.

Leia na íntegra o discurso:

Senhoras e Senhores,
O Brasil reconhece e valoriza as alianças estabelecidas com a sociedade civil para promover o empoderamento econômico das mulheres no mundo em transformação do trabalho.
Gostaria de dar especial destaque  às atividades desempenhadas pelas organizações feministas e de mulheres, as sindicalistas, as mulheres indígenas, afrodescendentes, bissexuais, trans, lésbicas, entre outras. Essas mulheres e toda a sua diversidade, dão voz aos anseios e às necessidades de cada um desse grupo, evidenciando uma realidade que nós, como representantes governamentais, não necessariamente vivenciamos no nosso dia a dia.
As organizações da sociedade civil são fundamentais para cobrarem dos governos e das empresas, públicas e privadas, mais e melhores ações voltadas a promoção dos direitos das mulheres ao trabalho e no trabalho. Devem ser também parceiras no monitoramento da implementação desses compromissos.
Nós, como autoridades dos governos, precisamos dialogar e ouvir representantes da sociedade. A participação é um direito humano. Nesse sentido, temos a convicção de que os documentos elaborados pelo Fórum de Juventude e pelo Fórum da Sociedade Civil são contribuições inestimáveis as atividades desta Comissão.
O presidente da CSW e a Diretora-Executiva da ONU Mulheres, ao enviarem cartas a todos os Estados membros, incentivando que representantes da sociedade civil fossem integradas a delegação oficial dos países reforçam o fato de que a sociedade civil é uma verdadeira parceira na promoção do empoderamento econômico das mulheres.
Essas alianças contribuem não só para a promoção dos direitos humanos de todas as mulheres e meninas em nossos países, mas também consolidam o verdadeiro multilateralismo, cada vez mais participativo e inclusivo.

Muito Obrigada.