ONU Mulheres diz que Brasil pode influenciar países latino-americanos e do Caribe a avançar em políticas de promoção do trabalho feminino

16/03/2017 - 17:57 -
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“O Brasil é, reconhecidamente, um participante de peso dentre os países da América Latina e Caribe”. A avaliação é da diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka. Ela destacou que a Nação brasileira, por sua dimensão continental e por ter a maioria da população trabalhadora formada por negros, além de possuir ainda enormes comunidades indígenas, exerce importante papel político junto aos países dessa região.

(SPM/MDH, 16/03/2017 – acesse no site de origem)

A reunião com Phumzile foi mais um momento importante da 61ª reunião da CSW para o Brasil. A secretária de Políticas para as Mulheres e chefe da delegação brasileira no evento da ONU em NY, Fátima Pelaes, reconheceu o protagonismo da ONU Mulheres na promoção dos direitos humanos de todas as mulheres e meninas.

“Para o Brasil, é uma honra ter a parceria constante da ONU Mulheres em ações de defesa dos direitos das mulheres e meninas e do empoderamento feminino”, disse Pelaes à diretora-Executiva. E sugeriu que a ONU Mulheres Brasil inclua o Governo Federal e a SPM em publicações, materiais de divulgação e campanhas, “como instrumento de visão e fortalecimento do trabalho conjunto”.

A sul-africana Phumzile Mlambo-Ngcuka, que possui um currículo privilegiado em questões de direitos das mulheres, liderança estratégica, construção de consensos e experiência em administração, fez um apelo para que o Brasil não só seja signatário da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho – OIT, como também seja agente de sensibilização para que os países da América Latina e Caribe ratifiquem o documento.

Fátima Pelaes sustentou que “a representação de parlamentares brasileiras na CSW 2017 reforça o empenho do Brasil em assinar a Convenção da OIT que trata de condições de trabalho decente aos empregados domésticos.”