Brechas na aplicação da Lei Maria da Penha incentivam feminicídio

10 de janeiro, 2017

Em torno da chacina de Campinas, o maior feminicídio em massa da história recente da vida brasileira, Viva Maria desta terça-feira (10) se propõe a aprofundar o debate sobre as brechas que os aplicadores de Lei Maria da Penha deixaram abertas no trato do caso.

(Rádio Nacional da Amazônia, 10/01/2017 – acesse no site de origem)

E para isso, vamos ouvir uma especialista no assunto: a doutora Mariana Mei de Souza, que é advogada com pós-graduação em Ordem Jurídica e Ministério Público pela Fundação Escola Superior do MPDFT e ainda diplomada pela Universidade de Grenoble, na França.

Segundo Mariana Mei, “esse tema tão doloroso, infelizmente, tão presente na nossa sociedade – qual seja o machismo, a misoginia – e que acaba acarretando, inclusive, mortes violentas e chacinas como essa – o feminicídio de Campinas.”

E fazendo uma reflexão sobre essa Lei Maria da Penha que o assassino Sidnei Ramis de Araujo renomeou como “Lei Maria Vadia”, que não conseguiu evitar a morte de três gerações de uma mesma família.

Para a advogada, “uma tragédia de certa forma anunciada. Uma tragédia que poderia ter sido evitada não fosse a resistência que o Sistema de Justiça Criminal Brasileiro tem em relação à Lei Maria da Penha.”

Ouça íntegra da entrevista acessando o site da EBC.  

Desde o início da década de 80 as mulheres sabem: têm voz no rádio brasileiro. Com mais de 30 anos dedicados à defesa dos direitos da mulher, o Viva Maria apresenta temas relevantes e entrevistas com personalidades que contribuem para a melhoria da vida da mulher. Em formato de programete, o Viva Maria é presença garantida na programação das Rádios EBC.

Apresentação e Produção: Mara Régia 

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