01/10/2011 – Mais sobre a polêmica ‘Hope ensina’

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(Folha de S.Paulo) Em sua coluna semanal no jornal Folha de S.Paulo, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) comenta o pedido de suspensão do anúncio de lingerie com Gisele Bündchen, formulado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres ao Conar, pos considerá-lo preconceituoso e discriminatório. A senadora escreve: “O Instituto Patrícia Galvão diz não passar de estratégia para criar constrangimento e a propaganda ser mais vista e falada, o que de fato já está acontecendo, como atesta esta coluna e outras”.
“Muitas são as formas femininas de se posicionar no mundo machista, nas diferentes áreas de trabalho e no privado. Existem as ‘armas femininas’, além da sensualidade, como a percepção mais sensível e perspicaz da vaidade, do medo, da intolerância que fazem frequentemente da mulher uma interlocutora mais hábil. Por que ela não utilizaria, do jeito que as coisas são e enquanto durarem, uma das mil qualidades e possibilidades que tem?”
“Quão bom seria se, em vez de propagandas que põem uma âncora no nosso pé, não utilizassem a imagem de Gisele, que é uma mulher independente, para mostrar o mundo novo e engraçado que essas mulheres estão criando.” – Gisele, por Marta Suplicy (Folha de S.Paulo – 01/10/2011)

(Época) “É preciso ter muita vontade de fingir-se de ignorante sobre democracia para imaginar que o conteúdo de uma campanha publicitária pode envolver uma causa universal e prioritária como liberdade de expressão. (…) A diferença entre direito de venda e liberdade de expressão permite distinguir uma coisa da outra.  A existencia de um Conselho de Autoregulamentação Publicitária faz todo sentido. Sua missão é examinar trabalhos polêmicos e, conforme uma avaliação de seus integrantes, sugerir ou não que sejam proibidos. O Conar tem o direito de proibir um anúncio. É protetor do mercado e não da liberdade. Quem não percebe a diferença não percebeu nada, concorda?”
Direito de venda não é liberdade de expressão, por Paulo Moreira Leite (Época – 01/1/2011) / Ainda no sutiã de Gisele, por Paulo Moreira Leite (Época- 01/10/2011)

(Estadão.com) “Para Aparecida Gonçalves, secretária nacional de combate à violência contra a mulher, o problema da peça publicitária “não é Gisele Bündchen, nem a lingerie, mas é a questão que está por trás disso”. É passar uma imagem errônea da mulher brasileira, que não é submissa, é consumidora, moderna e até presidente”, diz.” – ‘Sou baixa, gorda e índia e não me vejo na propaganda da Gisele’ (Estadão.com – 30/09/2011)

 

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