Página que faz apologia ao estupro e ao racismo volta ao ar no Facebook

23 de fevereiro, 2015

(Último Segundo, 23/02/2015) O criador da página, Gustavo Guerra, se declara nazista e a favor da legalização do estupro

A página do Facebook com o nome “Eu não mereço mulher preta”, que veicula conteúdo racista, tinha sido desativada na semana passada pelo Facebook, mas foi recriada e voltou ao ar essa semana.

“A nossa última página caiu, portanto criamos outras. Não iremos nos deixar calar pelo politicamente-correto”, escreveu o criador, Gustavo Guerra Rizzotto, morador da cidade de Caxias do Sul (RS). Rizzoto se declara nazista e a favor da legalização do estupro.

A página anterior, de mesmo nome, foi retirada do ar no último dia 14 por “violação dos termos de uso” e tinha mais de mil curtidas. “Eu gustavo guerra, o grande aiatolá da raça branca, em breve voltarei, estou fazendo novos vídeos, aguardem! (sic)”, escreveu o gaúcho.

No Youtube ele mantém um canal no qual dá suas opiniões sobre diversos assuntos, relacionado a Nazismo, homofobia e anti-esquerdismo. Ele nega o Holocausto, critica o feminismo, ensina “como pegar vadias” e  mostra seu “lado de músico”.

A Polícia Federal está investigando o caso. A denúncia partiu de organização Rosa Marina Meyer, entidade que fiscaliza atitudes preconceituosas na internet. Existe também uma comunidade que incentiva denúncias contra Rizzotto.

O crime de ódio está previsto no artigo 20 da Lei do Crime Racial, que pune com pena de reclusão de dois a cinco anos e multa a divulgação de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade por qualquer meio de comunicação. E o artigo 286 do Código Penal prevê a detenção de três a seis meses de pena para a prática de incitação à violência.

Nossas Pesquisas de Opinião

Nossas Pesquisas de opinião

Ver todas
Veja mais pesquisas