Aquilo me mudou para sempre. Nunca mais brinquei’, diz Marcelina Machado de Oliveira, que teve aborto autorizado pela Justiça, mas não por seus pais
24 de agosto, 2020
Aquilo me mudou para sempre. Nunca mais brinquei’, diz Marcelina Machado de Oliveira, que teve aborto autorizado pela Justiça, mas não por seus pais
No quintal, castigado pela seca, uma boneca esquecida lembra o passado que Marcelina Machado de Oliveira, 33 anos, não viveu. Na mesma casa em Sapucaia, no Sul do estado do Rio, em que morava quando foi estuprada, aos 10 anos, Marcelina, hoje mãe de quatro filhos, nubla o olhar ao lembrar dos nove meses, há 22 anos, em que enfrentou, sem entender, a gravidez de Luciano, seu mais velho. A então menina teve o aborto autorizado pelo juiz Luiz Olimpio Cardoso, que atua na comarca até hoje, mas seus pais optaram pela não interrupção da gravidez. Foi abrigada em um lar católico, em Jacareí, interior de São Paulo. Lá fez o parto, em 13 de maio de 1998. Aos 11 anos.
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