Como as mulheres são a maioria do eleitorado brasileiro, os pré-candidatos à Presidência da República intensificaram neste mês discursos voltados às eleitoras em entrevistas, eventos e publicações nas redes sociais.
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O eleitorado feminino segue como maioria dos brasileiros que devem ir às urnas em outubro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgados nesta segunda-feira (20).
Ao todo, 83.877.126 mulheres estarão aptas a votar — número que corresponde a 52,84% do total nacional.
O crescimento foi de 1.503.962 eleitoras – 1,83% em relação às últimas eleições gerais, de 2022.
Este número, de quase 84 milhões, de eleitoras revela quem está com a situação regularizada e poderá comparecer às urnas no primeiro turno, 4 de outubro, e num eventual segundo turno, dia 30 do mesmo mês.
Já o eleitorado masculino passou de 74.044.065, em 2022, para 74.845.001, em 2026, crescimento de 800.936 eleitores, ou 1,08%.
Disputa pelo eleitorado feminino
Como as mulheres são a maioria do eleitorado brasileiro, os pré-candidatos à Presidência da República intensificaram neste mês discursos voltados às eleitoras em entrevistas, eventos e publicações nas redes sociais.
O assunto ganhou força depois de uma crise entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. A ex-primeira-dama divulgou vídeo em que relata ter sido desrespeitada pelo enteado em discussões políticas do PL.
A crise na família do ex-presidente Jair Bolsonaro refletiu entre os eleitores, segundo a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (15). Levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial e Flávio com 28%.
Este mesmo estudo revela que 42% dos entrevistados tendem a concordar mais com a ex-primeira-dama no desentendimento com o enteado. Outros 18% concordam mais com Flávio.
Na quinta (16), o senador lançou o plano “Brasil por Elas”, conjunto de propostas voltadas ao público feminino, e afirmou que a defesa das mulheres é “uma pauta da direita”.
O presidente Lula defendeu recentemente o aumento da pena para o crime de feminicídio.
Neste terceiro mandato, o petista sancionou a lei de igualdade salarial entre homens e mulheres e iniciou o governo com número recorde de 11 ministras. Após as trocas ministeriais de abril de 2026, mulheres passaram a ocupar 8 pastas.
Ao longo da gestão, Lula foi cobrado por entidades de mulheres negras e juristas por não indicar uma mulher negra ao Supremo Tribunal Federal. No atual mandato, os três nomes escolhidos para vagas no Supremo foram homens.