Bebês com microcefalia passam a ter disfagia

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(JC On Line, 20/06/2016) Ao constatar essa nova condição clínica nas crianças com a malformação, rede de assistência em Pernambuco vai capacitar profissionais para o atendimento.

A ampliação da rede de assistência voltada para
microcefalia ganha uma nova meta a partir de agora: capacitar
prossionais para atender bebês com a malformação e/ou zika
congênita que têm apresentado complicações gastrointestinais.
“Agora percebemos mais casos de crianças com disfagia
(diculdade de deglutição com risco de broncoaspiração), que
não deglutem bem e que têm engasgos frequentes. Então,
precisamos ampliar a rede para atender essas novas demandas
e fazer uma abordagem diferenciada”, diz a secretária-executiva
de Atenção à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES),  Cristina Mota

Especialistas percebem mais casos de bebês com microcefalia que têm disfagia (dificuldade de deglutição com risco de broncoaspiração) / Diego Nigro/JC Imagem

Especialistas percebem mais casos de bebês com microcefalia que têm disfagia (dificuldade de deglutição com risco de broncoaspiração) Diego Nigro/JC Imagem

Dessa maneira, ela reforça que o atendimento nos serviços deve
ir além dos problemas neurológicos mais associadas à
microcefalia, como convulsões e irritabilidade. “Vamos ter que
adaptar a rede para melhor acompanhar esses bebês. Em situações de disfagia, por exemplo, é fundamental a reabilitação
com fonoterapeutas, ao lado da equipe multidisciplinar como
um todo”, acrescenta Cristina.
MENOS CASOS
Após a realização de seis mutirões focados na agilização dos
diagnósticos de microcefalia, o Estado de Pernambuco passa a
ter 76,2% dos casos suspeitos da malformação concluídos (366
são casos conrmados e outros 1.159 descartados).
Permanecem 474 bebês no grupo dos que permanecem sem
diagnóstico conclusivo – eles representam 23,7% do total de
casos suspeitos noticados desde outubro do ano passado. “O
foco das nossas ações passa a ser nas cidades onde moram
esses bebês. Boa parte deles ainda está sem diagnóstico
concluído porque foi atendida em uma unidade de saúde e não
retornou para consulta. Em muitos desses casos, os pais relatam
observar crescimento e desenvolvimento normal da criança e
não voltam aos serviços. Mas toda criança noticada deve ser
revista por um especialista”, acrescenta Cristina. A SES ainda
avalia se será necessário criar mais mutirões para agilizar diagnósticos desses bebês.

Acesse o site de origem: Bebês com microcefalia passam a ter disfagia (JC On Line, 20/06/2016) 

 

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