Notificações de casos de zika caem 87% em 3 meses

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(Portal Brasil, 10/06/2016) Relatório do Ministério da Saúde revela que risco de transmissão durante os Jogos Rio 2016, em pleno inverno, é mínimo.

O risco de transmissão das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti no período dos Jogos Olímpicos Rio 2016 é mínimo, diz relatório apresentado pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta sexta-feira (10).

Segundo o documento, os índices dos casos do zika vírus estão em declínio no País e já caíram 87% no comparativo entre fevereiro e maio deste ano. As informações foram anunciadas durante entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros, no Rio de Janeiro.

O pico de maior incidência de notificações da doença foi registrado na terceira semana de fevereiro, com 16.059 casos. Na primeira semana de maio, os registros despencaram para 2.053.

Os números reforçam, mais uma vez, os resultados das ações de enfrentamento ao mosquito, além de demonstrar um comportamento diferente do habitual neste ano.

Em 2016, o declínio de casos começou antes do previsto, uma vez que historicamente o pico das doenças transmitidas pelo Aedes é em abril.

“De acordo com estudo divulgado pela Universidade de Cambridge, a expectativa é de menos de um caso de infecção entre os 500 mil turistas que devem chegar para a Olimpíada e Paralimpíada. O risco de zika é mínimo, principalmente pelas condições climáticas da época e pela mobilização no combate ao mosquito aqui no Rio de Janeiro”, destacou o ministro Ricardo Barros.

O ministro disse ainda que o Rio de Janeiro terá um reforço de 2,5 mil profissionais da área da saúde e que todos os atletas sob a responsabilidade do Comitê Olímpico terão disponíveis repelentes, roupas específicas e os materiais necessários.

“Assim como na Copa do Mundo e na Jornada Mundial da Juventude, temos certeza que a cortesia do povo e a qualidade da realização de megaeventos estão garantidas para os jogos Olímpicos.”

Cidades-sede

Nas cidades onde haverá jogos, os números apresentam comportamento semelhante ao nacional, com pico da doença entre fevereiro e queda expressiva nos meses seguintes.

O município do Rio de Janeiro, por exemplo, teve o maior registro de casos na terceira semana de fevereiro, com 2.116 casos. Nas semanas posteriores, os dados caíram, chegando a 208 casos notificados em maio, o que representa uma redução de 90%.

Para orientar os visitantes com informações para prevenção de saúde, o Ministério da Saúde disponibiliza a página do Saúde do Viajante.

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