“Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim, principalmente se resultar em assassinato”, defende presidenta; confira cobertura

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(Blog do Planalto, 09/03/2015) Durante a cerimônia de sanção da Lei do Feminicídio, a presidenta Dilma Rousseff conclamou mulheres e homens a desmentir o ditado sexista que diz que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Com representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário presentes, Dilma afirmou que o Estado brasileiro assumiu, de forma conjunta, uma posição clara no combate à violência contra as mulheres.

Íntegra do discurso da ministra Eleonora Menicucci na cerimônia de sanção da lei do feminicídio (SPM – 10/03/2015)

Feminicídio, por Vladimir Safatle (Folha de S. Paulo – 10/03/2015)

O que muda com a Lei do Feminicídio (O Povo – 10/03/2015)

Com discurso contra o machismo, Dilma sanciona Lei do Feminicídio (Folha de S. Paulo – 10/03/2015)

Dilma sanciona lei que altera Código Penal e tipifica feminicídio (O Estado de S. Paulo – 09/03/2015)

Sancionada lei que aumenta pena para assassinato de mulheres (Câmara Notícias – 09/03/2015)

Nota Pública da ONU Mulheres Brasil: sanção presidencial da lei de tipificação do feminicídio (ONU Mulheres – 09/03/2015)

“Em briga de marido e mulher, nós achamos que se mete a colher, sim, principalmente se resultar em assassinato. Meter a colher nesse caso não é invadir a privacidade, é garantir padrões morais, éticos e democráticos. E o estado brasileiro deve meter sim, a colher, a sociedade brasileira idem, deve meter a colher”, defendeu Dilma.

O Projeto de Lei 8305/14 do Senado Federal foi aprovado pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (3). O texto modifica o Código Penal para incluir o crime de assassinato de mulher por razões de gênero entre os tipos de homicídio qualificado. Tornar este um crime hediondo, significa que será imposto a quem o praticar pena de prisão sem atenuantes.

A cada dia no Brasil, 15 mulheres são mortas pelo fato de serem mulher. Por ano, 500 mil mulheres são vítimas de estupro e estima-se que apenas 10% dos casos chegam à polícia, visto que muitas têm medo e vergonha de denunciar. Dilma lembrou a sociedade dos diversos canais de denúncia que podem salvar a vida de uma mulher, como o Ligue 180, o telefone das polícias e a Casa da Mulher Brasileira, que estará presente em todos os estados e no DF.

“E aí eu faço um apelo, não aceitem a violência dentro ou fora de casa como algo inevitável. Não permitam que a força física ou o machismo destruam sua dignidade e até mesmo sua vida. Denuncie. Use os recursos a seu alcance e saiba que você vai ter ao seu lado o Estado Brasileiro. Quem souber de casos de violência deve denunciar. Parentes, amigos, vizinhos não devem se omitir”, afirmou.

Acesse no site de origem: “Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim, principalmente se resultar em assassinato” (Blog do Planalto, 09/03/2015) 

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