Registro Civil 2015: país contabiliza mais de 18 mil mortes violentas de mulheres

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No último ano, o Brasil registrou 18.115 óbitos de mulheres por causas violentas (acidentes de trânsito, afogamentos, suicídios, homicídios e quedas acidentais). Em relação à última década, as mortes de mulheres jovens, de 15 a 24 anos, aumentaram na maioria dos estados das regiões Norte e Nordeste e diminuíram no Sul, Sudeste e na maior parte do Centro-Oeste. É o que revela a pesquisa “Estatísticas do Registro Civil 2015”, divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

(Géssica Brandino/Agência Patrícia Galvão, 24/11/2016)

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O estudo é resultado da coleta das informações prestadas pelos cartórios de registro civil de pessoas naturais, varas de família, foros ou varas cíveis e tabelionatos de notas de todo o país. Em 2015, foram 2.668 mortes femininas violentas na faixa de 15 a 24 anos. Na análise comparativa em relação a 2005, os dados mostram que em 14 estados houve redução de óbitos. As maiores quedas foram registradas no Acre (-50%), Amapá (-42,9%), Rio de Janeiro (-40,8%), Espírito Santo (-37,1%) e São Paulo (-32,7%).

Os índices de mortes violentas de mulheres no Acre e Amapá, entretanto, são exceções na região Norte do país. No Amazonas, por exemplo, foi registrada a maior expansão de mortes violentas na população feminina (171,4%). Este foi o único estado onde o aumento dos óbitos femininos superou os 100%, tendo crescido mais em comparação à variação masculina no período analisado.

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Na região Nordeste, assim como no Norte, apenas dois estados apresentaram diminuição nos índices: Pernambuco (-28,8%) e Paraíba (-3,1%). Os estados que registraram os maiores aumentos foram Sergipe (85,7%), Piauí (71,4%) e Ceará (73,2%). No Centro-Oeste, o Mato Grosso foi o único estado que não apresentou redução, mas um aumento de 4,9% nos óbitos femininos.

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