Julgamento do caso Marielle é uma exceção no país, diz Anielle Franco

02 de fevereiro, 2026 Poder360 Por Lara Brito

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT), afirmou que o caso do assassinato de sua irmã, a vereadora Marielle Franco, é “uma das exceções” no Brasil por ter chegado ao júri dos mandantes: “Tem muita gente que nunca conseguiu chegar ao ponto que nós chegamos.”

Em entrevista ao Poder360, a ministra disse que, por isso, está confiante que “vai se alcançar minimamente uma justiça” no julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que acontece nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Serão julgados 5 réus: os irmãos Chiquinho Brazão, ex-deputado federal (sem partido-RJ), e Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, apontados como mandantes; o delegado Rivaldo Barbosa, acusado de ser mentor intelectual; e Ronald Paulo Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca, acusados de dar apoio logístico.

As sessões serão conduzidas pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do caso. Marielle e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em 14 de março de 2018 no centro do Rio de Janeiro. Em outubro de 2024, os executores Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados a 78 e 59 anos de prisão, respectivamente.

“Foi uma luta incansável demais nessa busca por justiça, pela memória, pelo legado da Mari. Quanto mais a gente conseguiu expandir isso, mais resposta nós tivemos”, declarou Anielle. Ela destacou que conseguir ter os mandantes presos e levar o caso a júri popular é uma conquista rara no país.

A ministra comentou a repercussão internacional do caso. O Instituto Marielle Franco acionou a ONU (Organização das Nações Unidas) e a CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) para acompanhar o julgamento.

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