Preparamos um manual de combate à desinformação para você que não aguenta mais ter que discutir fake news nessas eleições
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Potencializados pelo compartilhamento nas redes sociais e pelo uso de Inteligência Artificial, fenômeno das fake news pode influenciar no voto da população durante as eleições.
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Veja dicas de como combater a desinformação.
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Conheça as mentiras que mais circulam sobre gênero e raça.
Da “mamadeira de piroca” a distribuição de “bolsa silicone”. Compartilhadas como verdades, algumas mentiras já se tornaram velhas conhecidas, especialmente durante o período eleitoral. Mesmo familiar, o fenômeno das fake news ainda pode influenciar opiniões, ajudar a definir o voto da população e afetar, a longo prazo, nossos direitos.
Os exemplos que citamos são absurdos, mas tem desinformação de todo tipo circulando por aí e todo mundo pode acabar caindo em alguma delas. Mas para além de identificar as notícias falsas, nós também temos que estar preparadas para responder a elas em debates com amigos e familiares e ajudar a fortalecer as pessoas ao nosso redor para que também não caiam na mentira.
E o momento agora é essencial: no período eleitoral há uma maior incidência de circulação de notícia falsas, inclusive impulsionadas pelos próprios grupos políticos concorrentes, de acordo com a pesquisadora e coordenadora da Agência Laboratorial Veracidade do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Taís Tellaroli Fenelon.
Se, em pleitos anteriores o potencial de viralização e alcance através das plataformas como Whatsapp foi crucial para a disseminação de fake news, neste ano a Inteligência Artificial veio com tudo, trazendo novas ferramentas para confundir ou manipular os eleitores.Mas as mentiras continuam as mesmas. “As informações que circulam acabam sendo um pouco requentadas, especialmente nos temas morais, tornando-se uma poderosa arma de disputa eleitoral e voltada para gerar pânico moral”, explica.
Ela explica que a preferência por temas morais, acaba tornando o campo progressista, especialmente mulheres, pessoas negras e LGBTQIAPN+, os principais alvos de desinformação. A dificuldade em desmentir essas narrativas esbarra ainda em preconceitos estabelecidos sobre esses grupos. “O grande desafio está justamente em fazê- las acreditar em informações que contrariem sua bolha ideológica”, explica.
Por isso, é importante se preparar para fazer frente a isso. AzMina te ajuda com um manual bem prático pra lutar essa batalha contra a desinformação junto com a gente. Bora?
9 dicas para combater a desinformação
- Não compartilhe o link da mentira quando for desmentir. Isso acaba amplificando seu alcance;
- Não trate a pessoa que repassou como burra ou ignorante. Não podemos esquecer que elas são vítimas de um fenômeno social voltado à manipulação e com interesse específicos;
- Desconfie da informação mesmo quando for alguém que você confia muito que repassou e que confirme algo que você quer muito que seja verdade;
- Pergunte, ao invés de rebater: De onde veio essa informação? Isso é mesmo verdade? Você acha que isso faz sentido?;
- Lembre-se que nem toda desinformação é mentira – às vezes são meias verdades, ou ângulos deturpados da verdade;
- Busque ler a mesma notícia em diferentes veículos. Assim, além de checar a veracidade, é possível formar um pensamento crítico sobre o assunto;
- Ainda que tenham posicionamentos distintos, jornais, revistas e mídias comandadas por jornalistas ainda costumam ser a fonte mais confiável de informação;
- Use exemplos práticos para explicar. Por exemplo: Quando falarem sobre a necessidade de implantação de banheiros para pessoas trans, lembre que em aviões e ônibus, os banheiros já são unissex, portando, já usados de forma compatilhada por pessoas de diferentes identidades de gênero.
- Tente conectar o debate com a vida da pessoa com quem está falando. Emoções tendem a convencer mais do que dados e fatos, então trazer a conversa para o cotidiano ou a realidade de vocês pode ter mais efeito.