Eleições 2020: estereótipos de gênero, mau uso de recursos e sobrecarga das mulheres são desafios para a representatividade feminina na política

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Nas eleições municipais, marcadas para 15 de novembro, elas têm um trunfo sólido: em 2018, o STF julgou inconstitucional a limitação entre 5% e 10% dos recursos do fundo partidário para as mulheres. Agora, o percentual obrigatório é 30%

(O Globo/Celina | 16/07/2020 | Maiá Menezes)

No primeiro ano desde que a obrigatoriedade da cota de 30% para mulheres nas eleições é obrigação de cada partido, não de coligações, o desafio de aumentar a representatividade feminina no país se amplia. Os mandatos de prefeitos e vereadores serão trocados em 2021. As urnas, em 2016, elegeram apenas 12% de prefeitas e 13% de vereadoras em todo o Brasil. Este ano, há um desafio ainda maior para as legendas e um trunfo sólido para a ampliação da representatividade feminina: em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a limitação entre 5% e 10% dos recursos do fundo partidário para as mulheres. Para as eleições deste ano, adiadas para o dia 15 de novembro, o percentual obrigatório é de 30%.

Pesquisa feita pelo Instituto Alziras, que este ano, como já informado por Celina, iniciou este mês curso para duas mil pré-candidatas em todo o país, indica ainda que as mulheres ganharam eleições em municípios com menor PIB per capita. A soma da população destes municípios corresponde apenas a 7% do total do país. Hoje, as mulheres correspondem a 51% das eleitoras brasileiras.

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