Nos EUA, mulheres vão às ruas em atos pelo direito ao aborto

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Alguns pré-candidatos democratas à presidência, que concorrem pela nomeação do partido, participaram. Nas últimas semanas, vários estados americanos passaram leis que vetam ou restringem o acesso ao aborto.

(G1, 21/05/2019 – acesse no site de origem)

Em várias partes dos Estados Unidos, manifestantes foram às ruas nesta terça-feira (21) em atos pelo direito ao aborto no país. Nas últimas semanas, diversos estados – como AlabamaGeórgia e Missouri – aprovaram leis que restringem ou vetam o acesso ao procedimento, que é um direito garantido por decisão federal.

Vários manifestantes se concentraram em frente à Suprema Corte, em Washington – incluindo democratas que concorrem à nomeação partidária para a campanha de 2020, segundo a agência de notícias Reuters.

Na foto, Kristin Mink, segura um bebê no colo em frente à Suprema Corte, em Washington. Do lado dela, o cartaz diz "eu existo porque minha mãe fez um aborto". Segundo a Associated Press, ter tido acesso a um aborto em uma gravidez anterior possibilitou que Kristin desse à luz essa criança. — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Na foto, Kristin Mink, segura um bebê no colo em frente à Suprema Corte, em Washington. Do lado dela, o cartaz diz “eu existo porque minha mãe fez um aborto”. Segundo a Associated Press, ter tido acesso a um aborto em uma gravidez anterior possibilitou que Kristin desse à luz essa criança. (Foto: Jacquelyn Martin/AP)

Nos Estados Unidos, o direito ao aborto é garantido pela decisão “Roe v. Wade”, proferida em 1973 pela Suprema Corte, que garante o direito ao procedimento até o chamado “ponto de viabilidade” do embrião – entre 24 e 28 semanas de gestação. Depois disso, considera-se que o feto pode sobreviver fora do útero da mulher, e o aborto pode ser feito se houver risco de vida para ela.

“Nós não vamos permitir que eles façam o nosso país voltar atrás”, afirmou a senadora Amy Klobuchar, que concorre à nomeação democrata. Outro candidato, Cory Booker, pediu à multidão que “acordem mais homens para se juntarem a essa luta”.

O protesto em frente à Suprema Corte é um dos vários marcados para esta terça (21) ao redor do país, por entidades como a ACLU – sigla para American Civil Liberties Union, entidade que defende direitos civis nos Estados Unidos –, o Planned Parenthood e o Naral Pro-Choice America.

Ativistas a favor do aborto seguram um cartaz com a hashtag "parem os vetos" em Austin, no Texas, nesta terça-feira (21). — Foto: Jay Janner/Austin American-Statesman via AP

Ativistas a favor do aborto seguram um cartaz com a hashtag “parem os vetos” em Austin, no Texas, nesta terça-feira (21). (Foto: Jay Janner/Austin American-Statesman via AP)

O pré-candidato Pete Buttigieg, que também participou dos protestos em Washington, afirmou que “minha campanha inteira é sobre liberdade”, de acordo com a Reuters. Buttigieg é o único candidato abertamente gay a concorrer à nomeação democrata.

A senadora Kirsten Gillibrand, também pré-candidata, afirmou que “este é o começo da guerra do presidente Trump contra as mulheres. Se ele quer a guerra dele, ele vai ter a guerra dele, e vai perder”, disse. Gillibrand já afirmou que, se eleita, só vai indicar juízes e membros da Suprema Corte que concordem com a decisão proferida em Roe v. Wade.

Na foto, Laurie Ploch segura um desenho de um útero com os dizeres "meu, não seu" em frente à Suprema Corte em Washington, capital dos Estados Unidos. — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Na foto, Laurie Ploch segura um desenho de um útero com os dizeres “meu, não seu” em frente à Suprema Corte em Washington, capital dos Estados Unidos. (Foto: Jacquelyn Martin/AP)

O presidente Donald Trump, que é contrário ao aborto, usa a questão para agitar os seus apoiadores de base, diz a Reuters. Trump declarou no sábado (18) ser “decididamente pró-vida”, embora favorável a exceções para a interrupção da gravidez em casos de estupro ou incesto. Essas duas restrições não estão na lei que foi sancionada no Alabama na semana passada.

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