Violência contra a mulher e quilombolas são retirados de edital de livros didáticos

1237
0
Compartilhar:
image_pdfPDF

Orientações para obras que serão utilizadas em escolas públicas são alteradas

(O Globo, 09/01/2018 – acesse no site de origem)

Modificações no edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), cuja última versão foi publicada em 2 de janeiro deste ano, retiraram do documento questões como violência contra a mulher e a promoção da cultura quilombola. O edital servirá de orientação para a aquisição de obras distribuídas pelo governo a alunos do ensino fundamental das escolas públicas do país. Ele está disponível no site do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Na antiga versão do documento, voltado para as editoras, um trecho do texto informava que as obras selecionadas deveriam “promover positivamente a imagem da mulher, considerando sua participação em diferentes trabalhos, profissões e espaços de poder, valorizando sua visibilidade e protagonismo social, com especial atençao para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher”. Na versão atual, o trecho sobre a não-violência contra a mulher foi suprimido.

As diferenças entre os documentos também incluem a menção a quilombolas. No documento anterior, havia o trecho: “Promover positivamente a cultura e a história afro-brasileira, quilombola, dos povos indígenas e dos povos do campo”. No documento final, as palavras “quilombola” e “povos do campo” não aparecem mais.

Publicidade e revisão

A orientação em relação à publicidade também foi modificada. Em versões anteriores do edital, o documento informava que as obras deveriam estar isentas de publicidade, de marcas, produtos ou serviços comerciais. Este trecho não consta no documento atual.

“Estar isento de erros de revisão e/ou impressão” e “incluir revisões bibliográficas” eram condições para que a obra estivesse em conformidade com o programa. Agora, elas também não são mais mencionadas no edital.

Os editais do PNLD são publicados periodicamente pelo Ministério da Educação (MEC) para a seleção de livros que chegarão às escolas públicas e outras instituições conveniadas.

Compartilhar: