A cruzada contra as mulheres brasileiras, por Jacqueline Pitanguy

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Em nome de quem fala o Brasil ao adotar tais posições nas Nações Unidas?

(Folha de S.Paulo | 08/09/2020 | Por Jacqueline Pitanguy)

Em um primeiro momento, as forças que sustentam movimentos ultraconservadores parecem ser heterogêneas e dispersas. Um olhar atento revela que essas forças estabelecem articulações inusitadas, como as alianças do Brasil com Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Paquistão, Egito, Afeganistão e Sudão no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Único país ocidental nessa articulação, o Brasil, que professa majoritariamente o cristianismo, aliou-se a países islâmicos e ultraconservadores onde as mulheres são, ainda, cidadãs de segunda categoria.

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