Feminismos, comunicação e informação em saúde é tema de chamada de artigos

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(Reciis/Fiocruz | Por Léa Camila | Acesse no site de origem)

Até o dia 03 de março de 2021 estão abertas as submissões para o dossiê “Feminismos: perspectivas em comunicação e informação em saúde”, da Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis), editada pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz). A publicação está prevista para maio de 2021.

A chamada para essa discussão é estimulada pelas lutas universais das mulheres por direitos civis, direito ao saber e à informação, direitos políticos, direitos ao trabalho e, fundamentalmente, direito ao próprio corpo. Em meio a essas questões, os feminismos se estabelecem, a partir das singularidades das experiências interseccionais e dos espaços de multiplicidade e novos protagonismos.

De acordo com as editoras convidadas Flávia Leiroz e Patrícia D’Abreu, as recentes campanhas e conquistas pela descriminalização do aborto na Argentina e na Coreia do Sul servem de ponte para mostrar que saúde e doença são processos cujos contextos específicos dão a ver sociabilidades e diferenças econômicas, políticas e de classe na contemporaneidade.

Com a publicação, busca-se refletir de quais maneiras essas articulações, uma vez incorporadas e amplificadas pela mídia e a partir de seus contextos e especificidades, possibilitam pensar e expor a dinâmica social das relações de gênero a diferentes situações de sanidade, sofrimento, adoecimento, cura e morte. A partir de abordagens que indaguem a relação de feminismos, comunicação e informação em saúde, este dossiê da Reciis irá privilegiar propostas de artigos originais relacionadas a resultados de pesquisas científicas que analisem os modos de viver, curar, adoecer e morrer das mulheres, considerando os seguintes eixos temáticos:

  • articulações entre comunicação, cultura e mídia nos processos de saúde e adoecimento de mulheres negras;
  • apropriação midiática pelas indígenas mulheres e circulação dos saberes tradicionais femininos sobre saúde;
  • produção de sentido sobre marcos históricos em políticas públicas para a saúde das mulheres;
  • redes e plataformas de informação sobre saúde das mulheres;
  • campanhas publicitárias e agendamento jornalístico sobre saúde das mulheres;
  • cultura do estupro e espetacularização da violência nas narrativas midiáticas;
  • estereotipização dos corpos femininos, padrões hegemônicos de beleza e suas articulações com o adoecimento e o envelhecimento;
  • idealização da maternidade e violência obstétrica nas representações audiovisuais;
  • estratégias de comunicação e informação na disseminação dos direitos reprodutivos e na luta pela descriminalização do aborto;
  • lugares de fala das mulheres e midiatização terapêutica das experiências;
  • produção de pânico moral e discurso midiático sobre sexualidades femininas;
  • discurso misógino, suas imbricações com a religião e a saúde mental das mulheres;
  • formas de comunicação e resistência engendradas por grupos de mulheres estigmatizadas;
  • linguagens e interseccionalidades na produção de conteúdo sobre a saúde das mulheres.

A Reciis é um periódico interdisciplinar trimestral de acesso aberto, revisado por pares e sem ônus para o autor. Publica textos inéditos e em fluxo contínuo de interesse para as áreas de comunicação, informação e saúde, em português, inglês ou espanhol.

As informações para o envio de artigos estão disponíveis na chamada de trabalhos. As normas sobre a preparação de manuscritos foram alteradas no dia 1º de janeiro de 2021 e devem ser consultadas neste link. No caso de dúvidas, escreva para o e-mail: [email protected]

 

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