Criada por consultora da ONU, plataforma de ensino oferece educação antirracista e feminista que valoriza narrativas negras

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Coletivo Di Jejê foi fundado pela pedagoga Jaque Conceição, em Florianópolis: ‘Sentia falta deste espaço de produção e valorização de experiências negras. Não como um fetiche da branquitude, que diz que gosta para não serem vistos como racistas, mas algo de negros e para negros’

(O Globo/Celina | 27/07/2020 | Por Bruno Calixto)

Santa Catarina tem o maior número de casos de injúria racial do país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado no fim do ano passado. Por causa do dado alarmante e sabendo do esforço que a população catarinense faz para mudar esse cenário, a pedagoga Jaque Conceição criou a primeira escola do Brasil com foco em educação feminista e antirracista, que virou referência para a ONU. Paulistana radicada em Florianópolis, Jaque fundou e coordena na cidade a plataforma Coletivo Di Jejê, de ensino à distância.

— Somos uma escola antirracista cuja práxis está baseada na ideia de que é preciso a voz dos negros, das mulheres pretas, das trans, dos indígenas serem ecoadas, potencializadas e colocadas em seu devido lugar, inclusive o de destaque — diz. — Não é pensar a dinâmica racial do Brasil e recorrer ao (sociólogo) Florestan Fernandes que tratou do negro na sociedade de classes. É um processo de interlocução que nos leva a pensar no conhecimento de outras maneiras, pensar nos marcadores, mas de outro lugar — explica Jaque que, há seis anos, criou um coletivo que, num primeiro momento, oferecia cursos com as mesmas temáticas no quintal da sua casa. Espécie de embrião da escola que, hoje, conta com quatro professores — todos pretos — que trabalham com questões étnico-raciais a partir do feminismo negro.

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