29/06 a 01/07/2011 – Diferentes comparações e visões sobre marchas e paradas

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(O Estado de S. Paulo/Folha de S.Paulo) Colunistas e articulistas apresentaram distintas opiniões sobre os recentes eventos públicos que reuniram milhões de pessoas em São Paulo: a Marcha para Jesus, promovida pelos evangélicos no dia 23 de junho, e a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, realizada em 26 de junho. Veja o que escreveram o psicanalista Contardo Calligaris, a colunista Barbara Gancia e o cientista político Marco Aurélio Nogueira (Unesp):

“Pois é, existem três categorias de manifestações: 1) as mais generosas, que pedem liberdade para todos e sobretudo para os que, mesmo distantes e diferentes de nós, estão sendo oprimidos; 2) aquelas em que as pessoas pedem liberdade para si mesmas; 3) aquelas em que as pessoas pedem repressão para os outros.
O que faz que alguém desfile pelas ruas para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?” – Passeatas diferentes, por Contardo Calligaris (Folha de S.Paulo – 30/06/2011) 

“Gays e evangélicos, com suas marchas e contramarchas, mostram uma São Paulo em transição. O predomínio de um modo “líquido” de vida não produz imediatamente uma boa sociedade, nem mesmo uma sociedade melhor, pois oculta demasiadas distorções e injustiças, obriga a que se viva no risco e na incerteza, de maneira excessivamente frenética e fora de controle. Nem sequer facilita a mobilização social. Mas a “vida sólida” de antes não tem mais como nos dar segurança ou nos orientar, o que faz com que tenhamos de viver entre dois mundos, um que ainda não se afirmou plenamente e outro que pena para sobreviver.” Marchas, abraços e contramarchas, por Marco Aurélio Nogueira (O Estado de S. Paulo – 29/06/2011) 

“Lamento informar, mas a Parada Gay de São Paulo não é esse motivo todo de orgulho que dizem. Por mais democrático que seja seu transcorrer, está longe de representar uma vitória para os homossexuais. O Rio de Janeiro, com a paradinha merreca dele lá, ainda tem uma sexualidade muito mais bem-resolvida.” Sodoma e Gomorra 2.0, por Barbara GFancia (Folha de S.Paulo – 01/07/2011)  

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