Esta reportagem foi realizada com o apoio da International Women’s Media Foundation (IWMF), como parte de sua iniciativa sobre Direitos Reprodutivos, Saúde e Justiça nas Américas.
Em Buenos Aires, na Argentina, o acesso ao aborto começa no primeiro nível de atenção à saúde. Em centros de saúde de bairro, equipes multidisciplinares acolhem pessoas que desejam interromper uma gravidez, realizam a orientação inicial, confirmam a idade gestacional e garantem o acesso ao misoprostol — medicamento essencial para abortar de forma segura.
Neste vídeo, a Gênero e Número acompanha o funcionamento de um CESAC (Centro de Saúde e Ação Comunitária), em Buenos Aires, onde a Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez (IVE) é aplicada na prática. Entrevistamos profissionais de saúde para mostrar as etapas do atendimento, o papel do cuidado interdisciplinar e a centralidade do primeiro nível de atenção na garantia desse direito.
A produção complementa a reportagem “Argentina reduz oferta e Brasil mantém restrição a remédio que salva vidas” e faz parte da série “Misoprostol: o mesmo remédio, dois destinos”, que destaca as diferenças entre Argentina e Brasil no acesso ao misoprostol e ao aborto legal, evidenciando como modelos de saúde pública impactam diretamente quem consegue, de fato, acessar esse direito.