Alta de 139% em internações de gestantes acende alerta para recorde de mortes maternas por Covid

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Com taxas equivalentes a países africanos, Brasil se distancia de meta global para reduzir mortalidade

(Folha de S. Paulo | 21/01/2022 | Por Claudia Collucci)

SÃO PAULO

As internações de gestantes e puérperas por Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) voltaram a subir a partir do fim de dezembro no país, retomando os patamares de julho, após cinco meses de estabilidade.

Na última semana epidemiológica de dezembro, houve alta de 139% nas hospitalizações (de 147 para 351) em comparação ao mesmo período de novembro, antes do apagão da base de dados do Ministério da Saúde.

Se considerados apenas os casos confirmados de Srag por Covid-19, o aumento é de 62% (de 32 para 52). A suspeita é que, além do avanço da ômicron, a epidemia da gripe H3N2 também seja responsável por parte dessa alta, mas, por falta de testagem, não é possível saber o percentual.

Embora as internações por Srag tenham crescido em proporções semelhantes na população em geral, o aumento captado pelo OOBr (Observatório Obstétrico Brasileiro) a partir de dados do Ministério da Saúde, acende um outro alerta.

Ele ocorre em um momento em que o Brasil registra um recorde de mortes maternas, tornando praticamente impossível atingir uma meta global da ONU (Organização das Nações Unidas) de reduzir a taxa de mortalidade materna para 30 casos por 100 mil nascidos vivos até 2030.

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