Cesariana ainda é usada em mais da metade dos partos no Brasil, diz IBGE

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Porcentual de 2019, muito acima da média mundial, é o mesmo da pesquisa anterior, de 2013; gestantes mais escolarizadas recorrem mais à cirurgia

(O Estado de S. Paulo | 26/08/2021 | Por Roberta Jansen)

Mais da metade (55%) dos partos realizados no País entre julho de 2017 e julho de 2019 foram cesarianas. O porcentual da cirurgia está muito acima da média mundial (30%), segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com autoridades médicas do Brasil e do mundo, a cesariana pode ser importante para salvar a vida da mãe e da criança. Não deve ser uma opção de parto, mas uma indicação por necessidade médica.

As informações estão na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na manhã desta quinta-feira, 26, com dados relativos a 2019. A edição anterior da PNS, de 2013, já mostrava o mesmo porcentual. A manutenção indica que não houve avanço na questão em seis anos.

O porcentual de parto por cesariana é mais alto quanto maior o grau de instrução das grávidas. Chega a 79% entre as que têm nível superior completo. Segundo a pesquisa do IBGE, na rede privada, o porcentual de partos por cesariana é de 82%. No Sistema Único de Saúde (SUS), o porcentual é mais baixo (44%). Ainda assim, é superior à média mundial.

Avaliando os motivos que levaram as gestantes ao parto por cesariana, o levantamento mostra que apenas a metade foi por indicação médica por problemas relacionados à gravidez ou ao parto. Outros motivos apontados foram “não queria sentir a dor do parto” (14%) ou “por escolha do médico durante o pré-natal” (10%). Além disso, 42% das mulheres que tiveram parto por cesariana contaram que a cirurgia foi marcada com bastante antecedência.

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