Vacina contra a zika protege macacos e camundongos em uma só dose, diz estudo

534
0
Compartilhar:
image_pdfPDF

Resultados de testes pré-clínicos foram descritos pela revista ‘Nature’.

Uma nova vacina contra o zika tem o potencial de proteger com a aplicação de apenas uma dose. Os testes foram feitos por uma equipe de pesquisa liderada por cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e foram descritos na edição desta quinta-feira (2) da revista “Nature”.

(G1/Bem Estar – acesse no site de origem)

De acordo com os resultados, macacos e camundongos mostraram respostas positivas com relação à imunidade contra a doença após os testes pré-clínicos.

“Observamos rápida e duradoura imunidade sem eventos adversos e, por isso, pensamos que esta vacina é uma candidata que representa uma estratégia promissora para a luta global contra o vírus da zika”, disse um dos autores da pesquisa, Drew Weissman. “Esperamos começar os testes clínicos em 12 a 18 meses”, completou.

Devido aos surtos da doença na América Latina, Estados Unidos, África e outras regiões, cientistas de todo mundo estão em uma “corrida” para a produção de uma vacina. Esta é a primeira a mostrar a um bom nível de proteção sem a utilização do vírus vivo em sua criação.

As vacinas tradicionais são feitas com base na versão debilitada ou morta do vírus – entram em contato com o corpo e obrigam uma reação imunológica de forma segura. Tal vacina divulgada pela “Nature” usa partes do RNA do zika com genes responsáveis pela produção de proteínas-chave que ajudam no acesso às células humanas.

Esta nova candidata, de acordo com os pesquisadores, induziu a uma imunização rápida dos camundongos em duas semanas. Tal proteção foi mantida cinco meses após a vacinação.

Já nos macacos, uma única dose proporcionou forte proteção cinco semanas após a aplicação.

“Nosso trabalho sugere, até agora, que essa nova estratégia de vacina induz a um nível de neutralização do vírus cerca de 25 vezes maior do que se vê em vacinas padrão após uma única dose”, disse Weissman.

Compartilhar: