Exames com alta precisão de detecção de zika aguardam inclusão no SUS

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Testes do tipo sorológico apresentam bons resultados em termos de precisão, tanto em sensibilidade quanto especificidade. No Amazonas, 11 municípios tiveram notificação de casos de zika

(Diário do Amazonas, 16/10/2016 – Acesse no site de origem) 

Dois testes do tipo sorológico para zika – que pode ser feito em qualquer momento e indicar há quanto tempo a pessoa foi infectada – já foram avaliados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e apresentaram bons resultados em termos de precisão, tanto em sensibilidade quanto especificidade. Segundo a Agência Patrícia Galvão, ambos estão prontos para uso, mas ainda indisponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Os testes – o rápido e o Elisa (do inglês Enzyme-Linked Immunosorbent Assay, ou ensaio de imunoabsorção), da Bahiafarma e da Euroimmun, respectivamente – já haviam sido aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em comunicado, a estatal Bahiafarma informou sobre o resultado obtido por seu teste – o primeiro para detecção de infecção por zika vírus a obter registro na Anvisa, em maio de 2016: “O kit diagnóstico Zika IgG / IgM Combo da Bahiafarma foi avaliado pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e registrou índices de 97% de sensibilidade e 96% de especificidade para infecções recentes (IgM) e de 100% de sensibilidade e 98% de especificidade para infecções mais antigas (IgG).”

Em entrevista à Agência Patrícia Galvão, Gustavo Janaudis, diretor da provedora de soluções para diagnóstico Euroimmun, informou que o INCQS também já avaliou seu teste sorológico para zika, que utiliza a metodologia Elisa, e que os índices registrados são altos, mas preferiu não falar em percentuais, por acreditar que cabe ao INCQS apresentar os números. “A Organização Mundial da Saúde aponta números próximos de 100% de sensibilidade e especificidade”, declarou Janaudis à reportagem.

Os testes sorológicos são especialmente importantes para as mulheres gestantes e para bebês nascidos em áreas de zika epidêmica ou no caso de suspeita de infecção pelo vírus na mãe – mesmo quando o perímetro cefálico é considerado dentro dos padrões normais para o período gestacional/idade.

No Amazonas, até o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, haviam sido notificados 37 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central indicativos de síndrome congênita da zika. Onze casos ainda aguardam diagnóstico. Quinze casos foram confirmados. O Amazonas tem 11 municípios com notificação de casos de febre zika, sendo que apenas seis foram confirmados para a circulação do vírus. Isso também se deve a falta do exame.

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