Maioria das norte-americanas rejeitaria emprego onde aborto é proibido

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Segundo pesquisa, nove em cada 10 americanas não aceitaria proposta em um país em que não tivessem autonomia para decidir sobre maternidade

(Metropoles.com, 06/02/2020 – acesse no site de origem)

Para a maioria das mulheres estadunidenses, a autonomia para decidir se serão ou não mães é essencial na tomada de decisão relativa à carreira. Uma pesquisa divulgada pela Rhia Ventures, empresa que estuda o impacto social da saúde reprodutiva nos Estados Unidos, apontou que nove em cada dez americanas não aceitariam uma oportunidade de trabalho em um país onde o aborto é proibido.

Segundo a empresa, o objetivo do estudo Hidden Value: The Business Case for Reproductive Health foi demonstrar como a capacidade das mulheres de participar livre e plenamente da força de trabalho é essencial para o desempenho da economia dos EUA e dos negócios do país.

Mais de 80% das entrevistadas esperam que seus empregadores garantam o acesso ao aborto junto ao seguro saúde, e muitas não aceitariam um emprego caso a empresa tenha serviços de saúde reprodutiva restritos.

Durante as entrevistas, os pesquisadores também constataram que quase 99% das mulheres com menos de 45 anos já usaram métodos contraceptivos. Uma em cada quatro delas já teve uma experiência de aborto.

Situação dos EUA
Nos Estados Unidos, há variações entre as leis estaduais em relação ao aborto. Apesar do avanço de uma tendência antiaborto em estados como Alabama e Louisiana, e do próprio presidente Donald Trump ser contra o procedimento, a Suprema Corte americana reconhece o direito, garantido pela constituição do país.

Atualmente, o país tem cerca de 1.600 clínicas de aborto em funcionamento, apoiadas pelo governo, pela iniciativa privada e por organizações não governamentais.

Questão também é importante para os homens
O relatório também traz informações importantes sobre a percepção dos homens em relação ao tema. Cerca de 55% dos homens, de 18 a 44 anos, afirmaram que também seriam desencorajados de aceitar emprego em um estado que recentemente tentou restringir acesso ao aborto.

Por RANYELLE ANDRADE

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