Nascimentos reforçam tendência de ‘mãe depois dos 30’, diz IBGE

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(Bem Estar, 09/12/2014) Os registros de crianças nascidas em 2013 reforçam a tendência das mulheres de adiarem a maternidade para depois dos 30 anos. Segundo dados apresentados nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de registros de filhos de mães entre 30 e 34 anos aumentou de 14,5% para 19,4% entre 2003 e 2013, enquanto que na faixa etária de 20 a 24 anos houve redução de 30,9% para 25,3% – o que indica “uma tendência de envelhecimento no padrão reprodutivo das mulheres”, segundo o levantamento. 

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Os dados mostram também uma diminuição proporcional no nascimento de filhos de mães entre 15 e 29 anos – de 20% para 17,7%, no mesmo período. Porém, o IBGE ainda considera o número elevado para esse grupo etário.

Segundo o levantamento, assim como nos casamentos, o total de registros de nascimentos permaneceu estável em 2013, se comparado com o ano anterior. Foram 2,8 milhões de crianças registradas, um aumento de 0,3%.

As regiões Sudeste e Nordeste apresentaram a maior quantidade de registros de nascimento – 1,1 milhão e 787 mil, respectivamente.

Análise do IBGE afirma que essas duas regiões apresentaram o maior volume e proporção dos nascimentos na década de 2003 a 2013. Já no comparativo entre 2012 e 2013, houve diminuição sutil nos registros no Sudeste e Nordeste, enquanto que Norte, Sul e Centro-Oeste tiveram aumento neste indicador.

Em 2013, a taxa de fecundidade, que mede o número médio de filhos nascidos vivos que uma mulher teria ao fim do seu período reprodutivo, foi de 1,77 filhos por mulher. Esse indicador tem sofrido uma queda significativa desde os anos 70, segundo o IBGE. Antes do início desse processo, nas décadas de 50 e 60,  a taxa de fecundidade total estava em torno de 6,2 filhos por mulher.

Em duas regiões do país, Norte e Nordeste, ainda são significativas as taxas de sub-registros de nascimentos – quando a criança não é registrada no próprio ano do nascimento ou até o fim do primeiro trimestre do ano seguinte, o que impede o acesso a serviços públicos, como vacinação e creche. O IBGE estima em 15,8% o indicador de sub-registro no Norte e em 14,1%, no Nordeste. Nas demais regiões, a cobertura foi completa. Em todo o país, a taxa caiu de 18,8% em 2003 para 5,1% em 2013.

Óbitos
Os dados de registro de óbitos mostram que ainda há mais mortes de homens do que de melhores na maior parte das faixas etárias, principalmente entre 15 e 29 anos. Nesse grupo, 80,5% dos registros de óbitos foram masculinos, contra 19,5% femininos.

Essa discrepância se mantém até a faixa etária de 20 a 24 anos. A partir de então, vai se reduzindo até a proporção se inverter e passar a ter mais mortes de mulheres na faixa etária de 80 anos ou mais.

Acesse no site de origem: Nascimentos reforçam tendência  de ‘mãe depois dos 30’, diz IBGE (Bem Estar, 09/12/2014)

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