30/11/09 – Ex-médica é encontrada morta

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not_aborAcusada de realizar mais de 10 mil abortos em sua clínica em Campo Grande (MS), a ex-médica anestesiologista Neide Mota foi encontrada morta dentro de seu carro. Ela segurava uma seringa e havia frascos de anestésico ao lado do corpo.

Em um primeiro momento a imprensa divulgou que a polícia trabalhava com a hipótese de homicídio. Dias depois, a informação mudou para a hipótese de suicídio. O laudo sobre a causa da morte deve sair em duas semanas.

O advogado e amigos da ex-médica dizem não ter notado alterações no comportamento de Neide nos últimos dias. Contudo apurou-se que dias antes de sua morte a ex-médica havia registrado em cartório o desejo de ser cremada após a morte.

Em abril de 2007 foi amplamente divulgada reportagem de TV que denunciava a prática de abortos clandestinos na clínica de Neide. Em julho ela foi presa e depois solta para aguardar o processo em liberdade; em julho de 2009 seu diploma foi cassado pelo Conselho Federal de Medicina.

Neide Mota seria levada a júri popular para responder pela realização de 25 abortos, dos 10 mil inicialmente incluídos na acusação feita à Justiça pelo Ministério Público Estadual. Desse total, a maioria foi desconsiderada pela não localização das pacientes e pelo vencimento do prazo para os procedimentos judiciais.

Saiba mais sobre o caso acessando as seguintes matérias:

Notas sobre um mistério – (O Estado de S.Paulo – 06/12/09)

Perícia reforça tese sobre suicídio de Neide Mota (Campo Grande News – 01/12/09)

• Amigos e familiares de Neide Mota não crêem em suicídio (Campo Grande News – 30/11/09)

Ex-médica é encontrada morta; polícia crê em homicídio (O Estado de S.Paulo – 30/11/09)

Médica acusada de praticar 10 mil abortos no Mato Grosso do Sul é achada morta (O Globo – 30/11/09)

Inferno de Neide Mota começou com reportagem de 2007 (Campo Grande News – 29/11/09)

Leia também a opinião da diretora executiva da Comissão de Cidadania e Reprodução:

• A hipocrisia sobre o aborto no Brasil e a morte de Neide Mota – Margareth Arilha

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