Pílula, 60 anos: sexualidade, contracepção e escolha

Compartilhar:
image_pdfPDF

(Outra Saúde/Outras Palavras| 27/05/2022 | Por Alessandra Monterastelli)

Nesse mês de maio, a pílula anticoncepcional completou 60 anos de uso no país. Ela é o método contraceptivo mais comum entre as brasileiras, segundo pesquisa de 2021 do Instituto Ipsos. Ainda assim, cresce a discussão e as dúvidas sobre a segurança do medicamento.

Quando foi criada na década de 1960, a pílula anticoncepcional quebrou paradigmas conservadores ligados ao controle sobre o corpo feminino. O historiador Luiz Antonio Teixeira, professor do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contou à Folha como a contracepção era vista como imoral em uma sociedade que instituiu a procriação como o único papel das mulheres. A pílula permitiu a escolha de ter ou não filhos.

Existe, porém, outro lado nessa história. Em entrevista para o Outra Saúde, a ginecologista e especialista em direitos reprodutivos Mariana Pércia, integrante do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde e pesquisadora da Unifesp, relatou como a pílula foi rapidamente absorvida pela indústria farmâceutica, que a distribuiu em larga escala em países do sul global – enquanto a Europa aguardava o resultado do experimento. A pílula chegou ao Brasil em 1962 e à Europa em 1968.

Acesse a matéria completa no site de origem.

Compartilhar: