Sem acesso a clínicas, mais de 100 mil mulheres arriscam a vida em aborto caseiro

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(Marie Claire, 23/11/2015) Estudo da Universidade do Texas concluiu que a incidência é maior em mulheres de classe média baixa e latinas que vivem na fronteira com o México

Um estudo da Universidade do Texas concluiu que mais de 100 mil mulheres tentaram acabar com a gravidez em casa sem assistência médica desde uma lei do estado do Texas, nos Estados Unidos, restringiu a atuação de clínicas de aborto em 2013.

Leia mais: A questão do aborto e a ponderação de valores. por Pedro Estevam Serrano (Carta Capital, 23/11/2015)

Os pesquisadores descobriram que de 100 a 210 mil texanas entre 18 a 49 anos tentaram interromper a gravidez usando ervas, álcool, drogas ilícitas ou pílulas hormonais. Algumas ainda tentaram atropelamento e agressões no abdômen, informou a revista “Time”.

O estudo mostrou que os abortos caseiros são mais comuns entre as mulheres pobres que não têm acesso a serviços de saúde reprodutiva e mulheres latinas que vivem perto da fronteira com o México.

Daniel Grossman, um dos pesquisadores, afirmou em um comunicado que a pobreza e a falta de acesso a serviços público fez com que estas mulheres sentissem como se não tivessem outra opção a não ser o aborto em casa.

“Embora não haja uma razão única para levar as mulheres a este desfeixo, os quatro principais motivos são: limitações financeiras para viajar até uma clínica ou pagar para o procedimento, fechamentos de clínicas locais, recomendação de um amigo ou membro da família e a tentativa de evitar o estigma de ir a uma clínica de aborto, especialmente se já tiver praticado o ato anteriormente”.

A lei que restringe o aborto no Texas forçou o fechamento de mais da metade de clínicas do estado e fará com que a outras também encerrem as atividades.

Acesse no site de origem: Sem acesso a clínicas, mais de 100 mil mulheres arriscam a vida em aborto caseiro (Marie Claire, 23/11/2015)

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