“É uma luta coletiva”, diz Sandra Annenberg sobre direitos das mulheres

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(Portal Imprensa, 04/04/2016) Ela já se tornou uma veterana entre as ganhadoras do Troféu Mulher IMPRENSA. Neste ano, Sandra Annenberg recebe seu quarto prêmio na categoria “Âncora de Telejornal”. Vencedora também nas 4ª, 5ª e 10ª edições, a jornalista abocanhou 26% dos 81 mil votos registrados.

“Todas nós mulheres somos vencedoras por continuarmos nosso trabalho com tanta entrega e empenho. Sabemos das dificuldades que enfrentamos numa sociedade que remunera os homens com valores superiores aos das mulheres, em que a carga horária de trabalho feminino é muito maior do que a do trabalho masculino e que ainda vive com a vergonha de ver suas mulheres sendo vítimas de violência e de discriminação”, declara.

Com quase quarenta anos em televisão, Sandra estreou no jornalismo da Globo como garota do tempo no “Jornal Nacional”. De 1993 a 1996, esteve à frente do “Fantástico”, tornando-se, em 1998, apresentadora e editora-executiva do “SPTV – 1ª Edição”. Em 2003, junto com a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a bancada do “Jornal Hoje”.

Sandra, que, além do “JH”, apresenta os programas “Globo Notícia”, “Como Será” e “Jornal Nacional” (como jornalista substituta), ressalta a importância de publicações que tenham a mulher como tema. “É preciso lembrar, falar, advertir, denunciar, divulgar, discutir enfim a questão feminina no Brasil”.

Segundo ela, é preciso ter um olhar preciso e precioso sobre as mulheres em um país em que, mesmo onde são maioria da população, são tratadas como minoria. “Nós, mulheres jornalistas, não fazemos mais do que nossa obrigação em mostrar tudo isso. Mas gostaria de dizer que todos os profissionais, todos os veículos, que abracem essa causa, seja homem ou mulher, são muito bem-vindos. A luta pelos direitos iguais não é, e não pode ser, só da mulher. Essa é uma luta coletiva de toda a sociedade brasileira”.

Gabriela Ferigato

Acesse no site de origem: “É uma luta coletiva”, diz Sandra Annenberg sobre direitos das mulheres (Portal Imprensa, 04/04/2016)

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