Formação de mulheres indígenas na formulação de políticas públicas é tema de encontro em Brasília

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(Funaí, 01/04/2014) Contribuir na articulação e qualificação da participação de mulheres indígenas e suas organizações em espaços de formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas é um dos objetivos da I Oficina de Formação e Informação de Mulheres Indígenas – Espaço Nacional de Diálogo. Promovido pela Fundação Nacional do Índio e pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), o evento teve início na manhã desta terça-feira (01), na sede da Funai, em Brasília – DF, e conta com a participação de mulheres indígenas representantes de organizações de várias regiões do país, técnicos da Funai e da SPM, além de consultores em gênero e povos indígenas da Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ).

Durante a abertura da I Oficina, a diretora substituta de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável (DPDS), Maria Janete Albuquerque, afirmou que esse espaço de diálogo é fruto da luta das mulheres indígenas. “Um dos desafios é a participação das mulheres na política indigenista. Contamos com vocês para inaugurar uma nova forma de pensar a execução dessa política” afirmou Maria Janete. Para a subsecretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM, Vera Soares, a oficina vem contribuir para a formação das mulheres indígenas para que essas possam ser ouvidas na formulação das políticas e fortalecimento de demandas já apresentadas. “Essa é uma oportunidade de construir novas demandas e fortalecer aquelas já levantadas em outros espaços, como no 1º Seminário de Mulheres Indígenas e Segurança Alimentar e Nutricional e na 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena.

Também nesta manhã, Rosemeire Arapasso, da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB), fez o nivelamento de informações sobre o processo de construção do espaço nacional de diálogo de mulheres. Arapasso fez um resgate histórico da articulação das mulheres indígenas a partir da inserção do segmento no movimento indígena. “Nossa participação no movimento iniciou-se com a discussão da falta de espaço para conversar sobre os interesses das mulheres. Quando começamos a nos reunir, percebemos que as dificuldades são as mesmas, seja na Amazônia, seja no sul do Brasil, como a invasão de nossas terras e a violação dos direitos das mulheres, crianças e adolescentes. Ter um espaço de diálogo como esse é importante para dizermos o que é importante para nós, para trocarmos informações”, explicou Rosemeire, que completou: “se nós como mulheres queremos estar na linha de frente do movimento indígena é necessário haver o empoderamento das informações”.

A oficina continua até a próxima quinta-feira (03) e discutirá, entre outros temas, o papel das mulheres indígenas em relação à regularização fundiária, gestão ambiental e territorial em terras indígenas, além da elaboração de propostas para ampliação e qualificação da participação, da comunicação e da articulação das mulheres indígenas e das suas organizações em espaços de formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas.

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