Maior concentração de mulheres no Estado de São Paulo é atrelada a maior longevidade feminina

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Foto: Mídia Ninja

13 de maio, 2026 Jornal da USP Por Davi Milani

Dados da Fundação Seade mostram um crescimento gradual no índice populacional feminino desde a década de 80

De acordo com estimativas e projeções populacionais elaboradas pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), 51% da população total do Estado de São Paulo é feminina, totalizando 23 milhões e 200 mil mulheres. Essa é uma nova realidade: a análise do número de mulheres a cada 100 homens mostrava historicamente um predomínio da população masculina, entre 1940 e a década de 70.

A razão entre os sexos só se igualou em 1980. Nas décadas seguintes, o número de mulheres passou a superar o de homens, com aumento gradual da diferença. Por outro lado, ao pensar nos grupos etários, os homens são maioria em números absolutos até os 15 anos de idade, devido ao maior nascimento de meninos.

Predomínio feminino

A partir de 1991, as mulheres passam a ser maioria na faixa etária de 15 a 59 anos. Entre os grupos de 60 anos ou mais, a predominância feminina foi registrada a partir de 1970 e se intensificou com o passar do tempo, de 106,4 para 132,5 mulheres por 100 homens, em 2024, motivada por uma maior longevidade feminina.

Um recorte territorial mostra que, em 1991, apenas as regiões metropolitana de São Paulo e a administrativa de Santos apresentavam superioridade feminina, de 104,9 e 104,2 mulheres por 100 homens, respectivamente. Em todas as outras regiões predominava o equilíbrio ou uma ligeira prevalência masculina. Em 2024, todo o Estado de São Paulo registrava maioria feminina.

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