Mulher e Mídia 6 – Construindo uma Agenda das Mulheres para a Confecom

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Construindo uma Agenda das Mulheres para a Confecom
por Patrícia Negrão

abertura
 Foto: Claudia Ferreira

Dia 7/11 – sábado, às 9h
Mesa de Abertura

Em um final de semana ensolarado do Rio de Janeiro, 260 mulheres de 24 estados discutiram e construíram propostas para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Em sua 6ª edição, o Mulher e a Mídia se consolida como um espaço de reflexão e de novas e muitas ideias. O seminário foi aberto pela ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, por Junia Puglia, do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) e por Jacira Melo, do Instituto Patrícia Galvão.
 
Jacira Melo
A diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão destacou a importância de o Seminário A Mulher e a Mídia ser realizado às vésperas da Confecom. Uma oportunidade para as 260 participantes, de 24 estados, debaterem a comunicação como um direito fundamental que precisa incorporar as perspectivas de gênero, raça e orientação sexual. Uma importante oportunidade também para a discussão de propostas para a construção coletiva de reivindicações e políticas públicas de comunicação para o país.

Jacira Melo destacou a diversidade das mulheres presentes: ativistas de diferentes movimentos, pesquisadoras, pensadoras, profissionais da mídia, gestoras públicas, secretárias de políticas para as mulheres, estudantes de comunicação… E citou os temas atuais e polêmicos escolhidos para o seminário, como convergência das comunicações e controle social. “Discutimos ao longo das últimas décadas desenvolvimento sustentável, universalização do SUS, entre outras questões essenciais, e hoje somos sabidas em diferentes assuntos complexos; com certeza vamos ficar ainda mais sabidas ao encarar a reflexão e o debate de temas complexos do sistema de comunicação para exigir políticas públicas de uma perspectiva feminista”, brincou Jacira.

Ela ressaltou a importância da criação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, que, entre muitas outras importantes ações, há seis anos realiza o Seminário A Mulher e a Mídia em parceria com o Instituto Patrícia Galvão e o Unifem. “A SPM mudou a relação com os movimentos de mulheres neste país. A ministra Nilcéa Freire, uma gestora pública com visão de futuro, acredita e propicia espaços de construção de pensamento coletivo para a formulação de propostas de políticas públicas de comunicação para a promoção da igualdade de gênero.”

Junia Puglia
A vice-diretora do Unifem Brasil e Cone Sul trouxe uma boa notícia: há poucas semanas, foi tomada uma decisão pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas que irá mudar radicalmente a forma como o tema mulher e gênero é trabalhado pela organização. Será criada, em breve, uma nova agência a partir da união de várias instâncias da ONU, com mais autonomia e poder para conduzir o tema.

“A Confecom vai acontecer! Por isso, todas nós aqui presentes devemos trabalhar muito para chegarmos a propostas e tarefas importantes. Trabalhar muito para que essa Conferência Nacional de Comunicação reflita e incorpore a agenda das mulheres.”

Ministra Nilcéa Freire
O maior desafio na organização do Seminário A Mulher e a Mídia, para a ministra, não é definir o conteúdo e escolher as palestrantes, mas selecionar as 260 participantes. Apesar de não haver divulgação em jornal, rádio e TV, 800 pessoas se inscreveram rapidamente pelo site.

Por que o Seminário A Mulher e a Mídia é um sucesso? Por ser um espaço no qual se permite refletir, conversar, discutir e expressar opiniões de maneira absolutamente livre e democrática. O compromisso é estar aqui para promover discussões que formem a todas.

A ministra falou também sobre o árduo processo de preparação para a 1ª Confecom. “Não foi nada fácil. É bastante complexo juntar sociedade civil organizada, governos, profissionais e empresários dos meios de comunicação. As pessoas que participaram do processo de montagem, ou têm acompanhado as notícias, sabem disso. ”A ministra destaca que são muitos os interesses em jogo, “alguns deles cristalizados na sociedade brasileira”. Os detentores dos meios de comunicação se vêem ameaçados com a Confecom.

Nilcéa Freire destacou ainda que é norma da SPM fazer intervenção qualificada das mulheres nas diferentes conferências. Como exemplo, citou um documento produzido pela Secretaria e pelo Conselho de Mulheres sobre a participação das mulheres como protagonistas nos 60 anos de luta por Direitos Humanos. O documento foi apresentado na Conferência de Direitos Humanos.

A ministra mencionou também a construção de diálogos na Conferência Nacional de Segurança Pública. “Isso materializa a transversalidade. Metemos o bedelho até onde não somos chamadas. Estamos criando espaços para que nossa voz e nosso olhar estejam presentes.” 

Seminário Nacional A Mulher e a Mídia 6
Rio de Janeiro, 6 a 8 de novembro de 2009
Realização:
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM)
Instituto Patrícia Galvão – Comunicação e Mídia
Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Mulher (Unifem)
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)

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