Objetificação da mulher em comerciais é tão ruim que afeta até os homens, diz estudo

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(Brasil Post, 29/09/2015) Os estudos acadêmicos podem ser fascinantes – e confusos. Resolvemos deixar o jargão científico de lado e explicar os estudos para você em linguagem simples.

O pano de fundo

Estima-se que as pessoas vejam até 5.000 anúncios e comerciais por dia, muitos dos quais apresentam as mulheres de maneira que as converte em objetos sexuais.

Há exemplos altamente ofensivos, como os infames comerciais da Carl’s Jr., e outros mais sutis, como os anúncios da American Apparel que sexualizavam uma modelo de camisa unissex, enquanto um modelo homem usava a mesma camisa abotoada até em cima.

Alguns anúncios tratam o estupro e a violência doméstica como se fossem brincadeira; outros reduzem a mulher a um par de seios, e há anúncios que arbitrariamente incluem uma mulher quase nua simplesmente seguindo o raciocínio “por que não?”.

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Propaganda de marca de cerveja que gerou polêmica no início do ano (Foto: Reprodução)

Estudos sugerem que, quando mulheres são expostas a esse tipo de anúncio em grande quantidade, podem interiorizar o valor que é atribuído à sua aparência, e isso pode levá-las a sentir-se insatisfeitas com seus próprios corpos, conduzindo à baixa autoestima, transtornos alimentares e depressão. Mas, e os homens? Será que também eles são afetados por esses retratos redutores das mulheres?

Em um novo estudo, pesquisadores do The College of Saint Rose e da University of South Florida estudaram a relação complexa entre comerciais que objetificam sexualmente o corpo da mulher e o efeito que eles exercem tanto sobre as mulheres quanto sobre os homens diariamente bombardeados com eles.

A pesquisa

Os pesquisadores reuniram 437 homens e mulheres de 18 a 25 anos para observar suas reações a comerciais em um laboratório (mas o que foi dito aos participantes era que iam apenas examinar “a eficácia de diversos tipos de anúncios”).

Primeiro os participantes tiveram que relatar quantas horas por semana passavam assistindo à televisão, navegando na Internet, nas redes sociais, lendo jornais ou revistas, vendo pornografia ou jogando videogames.

Depois tiveram que anotar em que grau concordavam com afirmações como “eu queria que meu corpo se parecesse com o de modelos que aparecem em revistas”, para avaliar até que ponto interiorizavam os ideais culturais de aparência, e fazer uma tarefa de associação de palavras para medir seu grau de insatisfação com seu próprio corpo.

Rebecca Adams

Acesse no site de origem: Objetificação da mulher em comerciais é tão ruim que afeta até os homens, diz estudo (Brasil Post, 29/09/2015)

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