Evento que encerra o primeiro ciclo do Projeto Omobirin reúne pesquisadoras, gestoras e sociedade civil nos dias 27 e 28 de agosto, no ISC/UFBA, para articular dados científicos e políticas públicas.
Com o objetivo de unir produção científica, experiências da sociedade civil e gestão pública, Salvador sedia, nos dias 27 e 28 de agosto, o Simpósio Omobirin: Evidências e estratégias de enfrentamento à violência sexual contra meninas e adolescentes. O evento acontecerá no auditório do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) e apresentará os principais achados do projeto de pesquisa “Violências, Desigualdades e maternidade na infância e adolescência em Salvador”.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio deste link.
A programação inclui painéis e mesas temáticas que articulam análises epidemiológicas da realidade de Salvador e a escuta qualificada da sociedade civil e gestoras públicas e organismos internacionais e experiências de ativistas e movimentos feministas no enfrentamento à violência sexual. O “Simpósio Omobirin: Evidências e estratégias de enfrentamento à violência sexual contra meninas e adolescentes” tem organização do Laboratório de Justiça Reprodutiva e Saúde (Lab-ReproJuS) da Associação de Pesquisa Iyaleta em conjunto com o Instituto de Saúde Coletiva da UFBA (ISC/UFBA) e a Universidade de Glasgow (Reino Unido).
Para a coordenação do projeto “o simpósio também se propõe como espaço de diálogo intersetorial e de construção coletiva de estratégias de incidência, vigilância e promoção de direitos, fortalecendo redes entre evidências cientificas, sociedade civil e políticas públicas. Ao final, busca-se contribuir para a disseminação qualificada do conhecimento produzido, o engajamento público e o aprimoramento de ações voltadas à proteção de meninas e adolescentes contra a violência sexual”.
Um dos pilares do Projeto Omobirin é o engajamento público e as atividades de disseminação em apoio à vigilância epidemiológica local. Ao longo da pesquisa, foram realizados encontros presenciais, além de três salas de situação e uma oficina online. Nesses espaços, os atores de diversos setores – pesquisadores, sociedade civil/movimentos sociais, profissionais de saúde, educação, segurança pública, agentes da lei, serviços sociais e demais interessados – puderam discutir evidências científicas e ações de enfrentamento para formar uma rede de proteção das meninas e adolescentes contra a violência sexual.
O projeto Omobirin possui coordenação institucional do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), da Associação de Pesquisa Iyaleta e da Universidade de Glasgow (Reino Unido), com financiamento da British Academy.
