Mulheres ganham em média 77% do salário dos homens

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(Rádio ONU, 05/03/2015) Dado é da Organização Internacional do Trabalho, OIT, que lança relatório sobre disparidades no mercado de trabalho; se o ritmo atual continuar, a igualdade nos salários só será alcançada em 2086.

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, lançou esta quinta-feira um relatório sobre disparidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho, com foco na maternidade.

Leia mais:
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SP: mulheres conquistam pela 1ª vez aumento salarial maior que o dos homens (Agência Brasil, 05/03/2015)

Segundo a OIT, as diferenças de salários continuam para todas as mulheres, com ou sem filhos. Numa média global, as mulheres ganham o equivalente a 77% dos salários dos homens. E se nenhuma ação for tomada para mudar o quadro, a igualdade de salários só será alcançada em 2086, ou daqui a 71 anos.

Força-Tarefa

A Rádio ONU ouviu o diretor-adjunto da OIT em Nova York. Vinícius Pinheiro explica que as diferenças não param por aí.

“As taxas de participação no mercado de trabalho entre homens e mulheres estão ainda bastante díspares. Hoje, 77% dos homens que estão em idade de trabalhar participam da força de trabalho, enquanto que esta taxa para as mulheres é de 50%. Então existe uma brecha de 27% em relação à taxa de participação entre homens e mulheres.”

Direitos

A OIT calcula que reduzir essa diferença para 25% nos países do G20 poderia colocar mais de 100 milhões de mulheres no mercado de trabalho. Para quem tem filhos, a situação melhorou: a porcentagem de países que oferecem 14 semanas ou mais de licença maternidade subiu de 38% para 51%.

Mas no mundo, 800 milhões de mulheres, ou 41%, ainda não têm proteção adequada durante a maternidade.

Vinícius Pinheiro, diretor-adjunto da OIT em Nova York, defende que a maternidade precisa ser tratada como um processo natural, por isso a flexibilidade é importante.

Sugestões

“Teletrabalho, horários flexíveis, que as mulheres possam continuar mantendo o vínculo empregatício, continuar sendo produtivas e ao mesmo tempo, participarem da vida familiar. É fundamental que haja também uma maior divisão do trabalho entre homens e mulheres, principalmente em relação às tarefas relativas aos cuidados das crianças. A possibilidade que se possa levar a criança ao trabalho, a proximidade entre o cuidar da criança e o local de trabalho é importantíssima.”

Vinícius Pinheiro destaca ainda a necessidade de sistemas de proteção social que garantam renda durante a licença-maternidade e permitam às mulheres retornar ao trabalho.

Sobre os direitos dos pais, a OIT informa que em 1994, apenas 28% dos países garantiam a licença-paternidade e o índice subiu para 56% em 2013. A divulgação do relatório marca o Dia Internacional da Mulher, celebrado no próximo domingo, 8 de março.

Leda Letra

Acesse no site de origem: Mulheres ganham em média 77% do salário dos homens (Rádio ONU, 05/03/2015)

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