Silvia Federici: ‘Sem o trabalho doméstico, o mundo não se move’

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Filósofa italiana, autora do consagrado ‘Calibã e a Bruxa’, afirma que efeitos mais severos da pandemia vividos por mulheres ao redor do mundo não são uma surpresa e que não é possível atingir emancipação feminina no sistema capitalista

(O Globo/Celina | 08/08/2020 | Por Leda Antunes)

Em todo o mundo, as mulheres formam um dos grupos mais afetados pela crise sanitária e econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Elas estão mais expostas à pobreza, à sobrecarga de trabalho doméstico e ao desemprego, o que pode empurrá-las a casamentos forçados e impedi-las de ter acesso à saúde reprodutiva. Mas tudo isso não é uma surpresa. Para a filósofa italiana Silvia Federici, 78 anos, uma das mais relevantes autoras feministas da atualidade, a Covid-19 apenas colocou uma lupa sobre uma crise vivenciada pelas mulheres há muito tempo.
A pesquisadora, que nos anos 1970 fez parte do movimento Wages for Housework, que reivindicava o pagamento de um salário para as donas de casa, um tema que voltou à tona com o confinamento, afirma que o sistema capitalista depende do trabalho não remunerado das mulheres para acumular valor, e que esta exploração está ainda mais evidente agora.

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