Do Ligue 180 às tendas de acolhimento, iniciativas espalhadas pelo país buscam garantir que mulheres possam ocupar blocos e circuitos sem medo
Carnaval é tempo de alegria, encontro e rua cheia — mas, para as mulheres, o medo ainda caminha junto com a folia. Para que possam circular com segurança nos blocos, trios e circuitos, não basta contar com a boa vontade de quem está ao redor: é preciso prevenção, informação, canais de denúncia acessíveis e presença efetiva do poder público para acolher e agir diante da violência.
Os números mostram o tamanho do desafio. A pesquisa “Percepção sobre o assédio no Carnaval” (2024), do Instituto Locomotiva, indica que sete em cada 10 brasileiras têm medo de sofrer assédio durante o Carnaval, metade já foi vítima de importunação sexual na festa e 97% consideram importantes campanhas de combate ao assédio nesse período.
Visando fortalecer essa proteção, governos federal e estaduais colocaram em prática campanhas, protocolos e operações específicas. Conheça algumas dessas iniciativas:
- “Se liga ou eu ligo 180” (Governo Federal)
- “Não é não” – Rio de Janeiro
- Não acabe com a minha festa” – Distrito Federal
- “Alegria sim, assédio não” – São Paulo
- “Depois do Não, é Crime, Uai!” – Minas Gerais
- Oxe, me respeite!” – Bahia