08/08/2013 – Pesquisa pode contribuir para mudar agenda estratégica sobre violência doméstica

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apresentacaomovimentosinterna300(Géssica Brandino/Agência Patrícia Galvão) Lançada à imprensa nesta segunda-feira, a Pesquisa “Percepções sobre a violência e assassinatos de mulheres”, realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres e Campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha, poderá mudar a agenda sobre violência doméstica nos movimentos de mulheres. A constatação foi feita por ativistas e pesquisadoras feministas que participaram da apresentação e debate do estudo na sede do Instituto Patrícia Galvão, em São Paulo, nesta quinta-feira (08/08).

Durante o encontro, as participantes destacaram a importância dos dados do estudo, que refletem as experiências com as quais se deparam no cotidiano do atendimento às mulheres em situação de violência, além de reforçarem informações de pesquisas acadêmicas sobre violência contra a mulher no país.

Lançada na semana em que a Lei Maria da Penha completou sete anos, a pesquisa de opinião inédita revelou significativa preocupação da sociedade com a violência doméstica e os assassinatos de mulheres pelos parceiros ou ex-parceiros no Brasil. Leia mais: Para 70% da população, a mulher sofre mais violência dentro de casa do que em espaços públicos no Brasil

Segundo a diretora-executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, a expectativa é que o estudo contribua com o reposicionamento da agenda feminista em torno da violência doméstica, seja na demanda por políticas públicas ou para o diálogo com a população, o que deverá ser discutido em novas reuniões com o grupo.

Estiveram presentes as conselheiras do Instituto, Fátima Jordão, Albertina de Oliveira Costa e Maria Amélia de Almeida Teles, a pesquisadora Ana Flávia d’Oliveira (Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP), a consultora Fernanda Matsuda (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais-IBCCRIM), e representantes da União de Mulheres, COMULHER, União de Massachusetts, Coletivo Olga Benário e do Núcleo de Pesquisa em Gênero e Masculinidades da Universidade Federal de Pernambuco (GEMA-UFPE).

Crédito da imagem: Géssica Brandino

Leia também: Repercussão da pesquisa “Percepções sobre a violência e assassinatos de mulheres”

 

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