14/05/2010 – Apenas 7% das cidades têm delegacia da mulher (Correio)

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(Correio) “Mulheres sofrem com políticas ainda frágeis”. Este foi o título dado pelo Correio Braziliense para a matéria sobre o levantamento realizado pelo IBGE em 5.565 municípios brasileiros, que “mostra que a assistência e a valorização ao sexo feminino são deficientes a ponto de apenas 7% das cidades terem uma delegacia especializada”.correiobraziliense140510

 “Dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2009 (Munic), divulgados nessa quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que as 5.565 cidades do país ainda derrapam na assistência e políticas de valorização da mulher.

A realidade se reflete tanto nas prefeituras quanto na rotina dos brasileiros. Só 9,2% dos prefeitos são do sexo feminino e em apenas 7,1% dos municípios há delegacias da mulher.”

Sobre a participação das mulheres na direção dos municípios, a pesquisa revela que o avanço tem ocorrido de forma extremamente lenta.

“Há dez anos, 5,2% dos prefeitos eram mulheres. Agora, elas ainda não chegam a 10%. Das 26 capitais estaduais, apenas duas prefeituras são geridas por mulheres. Ambas ficam no Nordeste, região que concentra mais da metade das prefeitas brasileiras.”

Sobre a escassez de delegacias para mulheres

Além de não participarem da gestão dos municípios, as mulheres “também não são assistidas adequadamente pela segurança pública”. Das 5.565 cidades, apenas 395 têm delegacias especializadas para atendimento às mulheres.

Formação superior

“Embora representem menos de 10% do número de prefeitos, ou 512 mandatários, as mulheres têm mais formação intelectual e mais preparo para o exercício do mandato, segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais do IBGE. Mais de 60% das prefeitas têm nível superior ou pós-graduação. Esse número, entre os homens, não chega à metade.”

Veja a pesquisa na íntegra em pdf: Pesquisa de Informações Básicas Municipais: Perfil dos Municípios Brasileiros 2009 (MUNIC 2009)

Acesse essa matéria: Mulheres sofrem com políticas ainda frágeis (Correio Braziliense – 14/05/2010)

Leia também: 21/05/2010 – Apenas 130 cidades têm abrigo para mulheres vítimas de violência (UOL)

Indicação de fontes:

Luana Simões Pinheiro – pesquisadora e gerente de projetos da SPM
Secretaria Políticas para as Mulheres
Brasília/DF
(61) 3411-4237 – [email protected] 
Fala sobre: políticas públicas sobre violência de gênero; pesquisas e estatísticas

Wania Pasinato – pesquisadora do NEV (Núcleo de Estudos da Violência da USP), do Pagu (Núcleo de Estudos sobre Gênero) da Unicamp e assessora técnica do Observe (Observatório da Lei Maria da Penha) da UFBA
São Paulo/SP
(11) 3091-4951 / 9263-8365 – [email protected]
Fala sobre: violência; pesquisas e estatísticas sobre violência de gênero

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