Mapa da Violência 2012 revela: mais de 43 mil mulheres assassinadas em dez anos no país

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Acesse em pdf o caderno complementar do Mapa da Violência 2012 – Homicídio de Mulheres no Brasil

Segundo o estudo do Instituto Sangari – coordenado pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfiz e realizado em parceria com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) -, de 1980 a 2010, foram assassinadas no país cerca de 91 mil mulheres, 43,5 mil só na última década. O número de mortes nesses 30 anos passou de 1.353 para 4.297, o que representa um aumento de 217,6% nos índices de assassinatos de mulheres.

De 1996 a 2010 as taxas de homicídios de mulheres permaneceram estabilizadas em torno de 4,5 assassinatos para cada grupo de 100 mil mulheres. Espírito Santo, com taxa de 9,4 homicídios em cada 100 mil mulheres, mais que duplica a média nacional e quase quadruplica a taxa do Piauí, o Estado que apresenta o menor índice do país.

Entre os homens, só 14,7% dos incidentes aconteceram na residência ou habitação. Já entre as mulheres, essa proporção eleva-se para 40%.

Mais informações: Mapa da Violência 2012 – Instituto Sangari (abril de 2012)

Veja também a cobertura da imprensa:

‘É alarmante, por exemplo, que, como mostra o Mapa, a aprovação da Lei Maria da Penha pouco contribuiu para reduzir as taxas de homicídio. Falta ao tema a centralidade que ele merece. E marginalizar esse tipo de violência é vitimizar ainda mais as mulheres.’ – Mulheres em risco, por Paula Mirglia (iG – 12/05/2012)

‘A redução dos conflitos domésticos está, segundo o Instituto Patrícia Galvão – especializado em violência contra a mulher -, na construção de uma rede protetora que dê suporte psicológico à vítima. ‘Não basta abrir mais delegacias especializadas pelo País. A mulher dificilmente faz a denúncia imediatamente. Muitas vezes, ela até se sente culpada ou na obrigação da salvar o casamento. É nessa hora que precisa encontrar uma rede de acolhida para desabafar e receber orientação, antes de procurar a polícia’, diz Jacira Melo, diretora executiva da entidade.’ – A cada duas horas, uma mulher é assassinada no País (O Estado de S. Paulo – 08/05/2012)

Análise: Justiça e educação em defesa da vida, por Ingrid Leão (O Estado de S. Paulo – 08/05/2012)

‘A pesquisa mostrou que foram registradas mais de 48 mil ocorrências de agressões contra mulheres no Brasil em 2011. Dessas, 5 mil não possuíam informações sobre o local. Em 68,8 % dos casos restantes, a mulher sofreu a agressão na própria residência.’ – Em 30 anos, homícidio de mulheres no país triplicou, diz estudo (G1 – 07/05/2012)

‘Em mais da metade dos casos analisados (56%), a força corporal ou o espancamento são os meios mais utilizados pelos agressores nesse quadro de violência contra a mulher. Outros casos mais comuns são: ameaça (22,4%), uso de objeto perfurante/cortante (8,2%), objeto contundente – como pedaço de madeira ou ferro (4,8%) e enforcamento (3,8%). O índice da reincidência também surpreendeu. Em 51,6% dos atendimentos foi registrada a reincidência, em aproximadamente 38 mil casos. Esse cenário é mais forte entre as vítimas entre 20 e 60 anos ou mais – índice chega a 62,5%.’Mais de 43 mil mulheres foram mortas no País na última década, diz estudo (iG – 07/05/2012)

‘Em vigor, desde 2006, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres. Segundo o sociólogo Júlio Jacobo, autor do Mapa da Violência, os indicadores de violência estagnaram desde a mudança da legislação. “Não está aumentando, mas ainda estamos ainda na UTI, mesmo sem o agravamento do quadro”, explicou o pesquisador à Agência Brasil.’- Levantamento revela permanência da violência contra mulher mesmo após a Lei Maria da Penha (Agência Brasil – 07/05/2012)

 

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06/05/2012 – Uma mulher é agredida a cada 5 minutos no Brasil
68% das mulheres que procuraram o SUS em 2011 para tratar ferimentos disseram que o agressor estava dentro de casa. Entre 87 países, o Brasil é o 7º que mais mata. São 4,4 assassinatos em cada grupo de 100 mil mulheres. O estado mais violento é o Espírito Santo, com 9,4 homicídios por 100 mil. E o que mata menos é o Piauí, com 2,6 homicídios por 100 mil mulheres. O programa Fantástico, da Rede Globo, foi aos dois estados para entender as razões dessa diferença

 

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