Ato contra intolerância lembra morte de estudante na UFRJ

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(Agência Brasil, 11/07/2016) Um ato no prédio da reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lembrou, nesta segunda-feira (11), a morte do estudante Diego Vieira Machado, no último dia 4.

O corpo do jovem ainda está no Instituto Médico-Legal (IML), e a universidade se ofereceu à Secretaria de Segurança do Estado para ajudar na perícia, a fim de facilitar a liberação. O reitor da UFRJ, Roberto Leher, classificou de “protofascismo” os atos de intolerância crescentes no país. Diego era gay, negro e nortista, o que pode ter contribuído para sua morte.

Leia mais: Após morte de estudante, UFRJ tenta remover perfis homofóbicos na internet (O Globo, 12/07/2016)

“A universidade é essa instituição capaz de produzir conhecimento que joga um olhar crítico a concepções eurocêntricas, arcaicas, toscas. Os que professam o ódio são fortes enquanto operam no subterrâneo”, diz o reitor, em nota distribuída pela universidade.

Segundo a assessoria da UFRJ, Leher citou a campanha “Não se Cale”, lançada em maio, contra manifestações de racismo, LGBTfobia, violência contra mulheres e diversas formas de opressão no ambiente universitário.

Cerca de 100 pessoas participaram do ato, entre professores, estudantes, servidores técnicos-administrativos e funcionários terceirizados ao ato, convocado pela reitoria.

Vladimir Platonow; Edição: Nádia Franco

Acesse no site de origem: Ato contra intolerância lembra morte de estudante na UFRJ (Agência Brasil, 11/07/2016)

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