DJ diz ter sido espancada em Ipanema em caso de homofobia

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(G1 Rio de Janeiro, 09/07/2014) A DJ Carla Ávila diz ter sido agredida sexta-feira (4), em Ipanema, Zona Sul do Rio, após o jogo entre Brasil e Colômbia. De acordo com informações da 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, a vítima prestou queixa e foi encaminhada para exame de corpo de delito.

Carla Ávila conta que estava trabalhando em um evento durante o jogo do Brasil e, após a partida, passou por um bar na esquina das ruas Henrique Dumont e Visconde de Pirajá enquanto discutia com a namorada. Um homem se levantou e começou a xingá-las. Segundo Carla, o homem dizia que não gostava de homossexuais na “área” dele.

Carla Ávila mostra o cotovelo machucado, uma semana depois (Foto: Carla Ávila / Arquivo Pessoal)

A DJ diz que recebeu golpes no ouvido e na cabeça e teve o tímpano rompido, além de contusões na cabeça, nas mãos e no cotovelo. Enquanto o agressor batia, a namorada dela gritava pedindo socorro, mas ninguém ajudou as duas. Ainda segundo Carla, todos começaram a rir, assobiar, aplaudir e filmar o que acontecia. Enquanto a vítima se levantava, o homem pagou sua conta, entrou no carro e fugiu, de acordo com os relatos.

“Se eu espirrar dói, tenho dores e hematomas pelo corpo inteiro. Eu também tive uma luxação e estou com os movimentos limitados”, disse Carla ao G1, nesta terça-feira (8).

A vítima afirma que ainda está indignada com o que aconteceu e disse que quer encontrar o suspeito para que outras pessoas não sejam novas vítimas desse preconceito. “Ele é uma pessoa desequilibrada, talvez estivesse drogado. Precisamos achar esse homem para que não tenha outra vítima. Isso é muito perigoso, um absurdo”, disse.

DJ foi espancada em bar do Rio após jogo do Brasil (Foto: Carla Ávila / Arquivo Pessoal)

DJ foi espancada em bar do Rio após jogo do Brasil (Foto: Carla Ávila / Arquivo Pessoal)

O Bar 20, em nota, afirma que não houve nenhuma agressão dentro das dependências do bar e nem em frente ao bar, e que os donos do estabelecimento chamariam as autoridades caso houvesse algum problema. O Bar afirma ainda que está à disposição para qualquer esclarecimento.

A prefeitura informou que A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual comunica que entrou em contato com Carla Ávila, e que marcou para esta quarta-feira, às 17h, um encontro na sede da coordenadoria para que ela realize formalmente a denúncia.

Deputado comenta

O deputado federal Jean Willys (PSOL-RJ) comentou o caso em sua página no Facebook. Ele afirma que levou a denúncia às comissões de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e da Comissão De Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, da qual o próprio deputado faz parte, para que tomem as providências cabíveis.

“Lembrando a todos os que incitaram e aplaudiram o crime de lesão corporal motivado por homofobia que, quando as imagens forem disponibilizadas, se as moças derem a sorte de elas, as câmeras, terem flagrado a violência e não serem, providencialmente, eliminadas), se eles também serão arrolados com criminosos”, disse ele.

Imagens de câmeras

Segundo a Polícia Civil, as imagens de câmeras de segurança do local onde aconteceu a agressão foram solicitadas. Policiais ainda realizam diligências em busca de informações e testemunhas para dar continuidade às investigações.

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