O que faz o Brasil ser líder em violência contra pessoas trans

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Tentativa de assassinato de travesti no Recife chama atenção para marginalização do grupo que mais sofre dentro da comunidade LGBT. Trans que atuam como profissionais do sexo são particularmente vulneráveis.

(DW Brasil | 01/07/2021 | Por Edison Veiga)

Sem-teto, a travesti Roberta Nascimento da Silva, de 32 anos, quase foi assassinada na noite do último dia 25 de junho, em Recife. Enquanto ela dormia, um adolescente de 17 anos jogou álcool em seu corpo e ateou fogo. Com 40% do corpo queimado, Silva foi levada para o hospital. O menor foi detido algumas horas depois do crime.

Lembrada em protesto realizado na última segunda-feira (28/06) na capital pernambucana, Dia Internacional do Orgulho LGBT, Silva é um rosto do ódio que parece só aumentar no Brasil: o país ocupa a nada honrosa posição de líder do ranking mundial de homicídios de pessoas transexuais e travestis.

De acordo com o balanço anual realizado pelo Trans Murder Monitoring, 350 pessoas trans foram assassinadas entre 1º de outubro de 2019 e 30 de setembro de 2020. Na primeira posição, com 152 casos reportados, aparece o Brasil. México (com 57 homicídios), Estados Unidos (com 28), Colômbia (com 21) e Argentina (12) fecham as cinco primeiras posições.

Produzido em conjunto pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra) e pelo Instituto Brasileiro Trans de Educação (IBTE), o Dossiê: Assassinatos e Violência Contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2020 confirma essa tendência. Segundo os dados nele compilados, em todo o ano de 2020 foram 175 assassinatos de pessoas trans. Foi o segundo maior número de toda a série histórica, pouco abaixo dos 179 registrados em 2017.

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