Pesquisa em 34 países mostra impactos da orientação sexual no trabalho

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(G1, 01/10/2015) Pesquisa em 34 países mostra impactos da orientação sexual no trabalho. A intolerância é maior em países como Japão e Brasil.

Pesquisa divulgada pela Randstad, empresa multinacional holandesa de recursos humanos, com mais de 13,6 mil entrevistados de julho a setembro nos 34 países em que atua, mostra que 76% não consideram a orientação sexual um problema no dia a dia.

O objetivo do estudo foi avaliar os impactos das diferentes orientações sexuais no mercado de trabalho. Os participantes tiveram a oportunidade de responder sobre a receptividade, aceitação e discriminação das pessoas em função de suas opções sexuais no ambiente corporativo.

A tolerância é ainda maior na Noruega e na Espanha, onde o percentual foi de 88% e no Canadá, 87%. O Brasil segue a média mundial, com 76%.

Mas ao serem questionados se a opção sexual dos profissionais é um problema em seus países de origem, 58% disseram que não. Os países apontados como os mais receptivos à diversidade foram Dinamarca (82%), Canadá (79%) e Noruega (75%).

A intolerância é maior em países como Japão e Brasil, nos quais apenas 34% e 29% disseram não haver restrições. “Esses dados mostram que o mercado corporativo mostra-se mais moderno, consciente e receptivo do que a população em geral, especialmente em países mais conservadores”, diz o estudo.

Apesar de identificada uma boa evolução na receptividade e respeito pelas opções individuais, outra constatação da pesquisa é que ainda existe discriminação em função da escolha sexual no trabalho – citada por 15% da amostra total.

Porém, o percentual é bem maior na Índia, onde 44% disseram haver discriminação, na Turquia (26%) e na Malásia (25%). No Brasil, 14% afirmaram que ainda existe o preconceito, enquanto na Argentina 6% informaram a existência, ficando a Eslováquia e Luxemburgo com o menor índice, de 5%.

Transgêneros
Ao abordar especificamente os transgêneros, a pesquisa revela que 66% dos entrevistados acreditam que é mais difícil para essas pessoas encontrarem uma colocação no mercado profissional. Na Turquia esta foi a percepção de 83% dos participantes, seguida por Argentina (79%), Índia (78%). O Brasil segue a média mundial, com 67%. Na República Tcheca e Noruega, a intolerância aos transgêneros é percebida por 52%, e no Japão, por 49%.

No entanto, a participação dos transgêneros tem crescido ano a ano e 26% da amostra da pesquisa da Randstad informou que tem um ou mais colegas com essa orientação sexual em suas empresas. Quando se analisa por país, a presença é mais registrada na Índia (50%), no Brasil (46%) e na Grécia (45%). Eles são mais raros no mercado de trabalho da República Tcheca (16%) e da Hungria (14%).

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