Representatividade é tema de desfile de Ronaldo Fraga com modelos trans

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Ronaldo Fraga tem um histórico de promover debates e fazer desfiles memoráveis na São Paulo Fashion Week. Nessa temporada, o estilista escalou um time de 28 transexuais e travestis para cruzar a passarela improvisada no Teatro São Pedro, na região central de São Paulo.

(Folha de S.Paulo, 26/10/2016 – acesse no site de origem)

A apresentação começou com a voz de Fraga ecoando nos microfones, contando a história da minoria no Brasil –um dos países que mais matam transexuais no mundo– e explicando a escolha do nome da coleção “El Dia Que Me Quieras”, que refere-se a um espaço de resistência ao preconceito, criado pelo estilista Ney Galvão no interior da Bahia nos anos 1970.

Com andar calmo, as mulheres desfilavam vestidos inspirados nos anos 1920, 1930 e 1940. Detalhes como sutiãs propositalmente aparentes davam o tom de protesto às peças com mangas bufantes, babados de renda, comprimento no joelho e corte reto.

A apresentação terminou com as modelos dançando valsa só de lingerie. Ronaldo Fraga foi ovacionado enquanto beijava, uma a uma, a mão das modelos. Os vestidos eram bonitos, mas a mensagem que eles passavam era ainda mais importante.

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