Ligue 180 recebe denúncias contra participante do BBB

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O serviço Ligue 180, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – SPM, registrou 58 chamadas no último domingo, dia 9, denunciando um dos participantes do Big Brother Brasil – BBB 2017 por violência física e psicológica contra outra concorrente do programa.

Para a secretária Fátima Pelaes, os números revelam que há uma mudança de comportamento da sociedade brasileira em relação à violência contra as mulheres. “As pessoas passaram a identificar alguns comportamentos machistas e a reconhecê-los como crimes. À medida em que as vítimas têm amparo para denunciar e os agressores são punidos, mais a sociedade torna-se consciente e passa a reagir contra os abusos”.

Outros acontecimentos das últimas semanas, envolvendo celebridades e pessoas conhecidas do grande público, também deixam clara a nova postura dos brasileiros diante da condição de inferioridade que as mulheres em nosso país ainda vivem por conta de conceitos ultrapassados de machismo e patriarcado.

(SPM, 11/04/2017 – acesse no site de origem)

“As respostas rápidas de punição aos agressores resultam da mobilização da comunidade, dos movimentos de mulheres e da opinião pública que já não tolera algumas práticas e cobra a responsabilização de quem viola os direitos das mulheres”, avalia a secretária.

Mesmo com estas pequenas mudanças, os números da violência contra as mulheres seguem em ordem crescente, de acordo com os levantamentos do Ligue 180. E a solução passa por mais conscientização dos direitos femininos, combate ao machismo, promoção da igualdade entre mulheres e homens, apoio integral às vítimas e trabalho de responsabilização dos agressores.

A secretária explica que todo o trabalho da SPM está voltado para esta direção, em ações transversais dentro do próprio Governo e nas iniciativas parceiras e cooperativas com diversas entidades. “A redução das desigualdades e o enfrentamento à violência contra a mulher é uma missão do Estado com toda a sociedade, onde cada cidadão tem um papel importante a desempenhar: construir um mundo mais igual de direitos e oportunidades”, sustenta Fátima Pelaes.

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