Pandemia reduz acesso de crianças vítimas de violência aos serviços de saúde: ‘estão convivendo com os agressores’, diz psicóloga

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(G1 | 22/05/2021 | Por Natalia Filippin)

A necessidade de ficar mais tempo em casa, devido à pandemia da Covid-19, agravou os casos de violência contra as crianças, isso porque, segundo especialistas, as vítimas dificilmente têm acesso aos serviços de saúde.

O Hospital Pequeno Príncipe de Curitiba, que é referência em atendimento de vítimas de maus-tratos, recebeu 20% menos crianças vítimas de violência, seja ela sexual, física, psicológica, negligência ou autoagressão, em comparação ao ano anterior. Foram 554 casos registrados em 2020 contra 689 contabilizados em 2019.

“Elas estão convivendo com os agressores, estão ‘presas’, muito mais vulneráveis. A maioria dos casos de violência contra as crianças ocorre em casa, por algum familiar ou pessoa próxima. Isso tudo somado ao fato de as pessoas estarem menos tolerantes, mais irritadas, com problemas sociais”, diz a psicóloga Daniela Prestes.

Os dados do hospital indicam que a maioria das vítimas, 67,5%, é composta por meninas. Entre os 554 atendimentos na unidade, 362 crianças sofreram violência sexual – o que corresponde a 65,3% do total de casos. Veja abaixo:

  • Agressão sexual: 362
  • Agressão física: 57
  • Agressão psicológica: 2
  • Negligência: 114
  • Outros: 19

De todas as crianças atendidas, 167 apresentaram lesões aparentes, e em 103 casos foi necessária a internação para se recuperar das lesões sofridas ou para serem retirados da convivência familiar – até que os órgãos de defesa da infância tomassem as medidas protetivas.

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